Neste ano, as ações de Magalu e Via têm passado por grande volatilidade. No acumulado anual, os ativos apresentam forte desvalorização. Apesar disso, ao analisar desde a mínima registrada pelas duas empresas, em 4 de julho, as varejistas apresentam uma retomada considerável na bolsa de valores.
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Em meio ao cenário macroeconômico adverso, o Magalu e Via têm sido fortemente afetadas na bolsa de valores. O cenário de forte inflação e juros afeta o poder de compra das pessoas, que tendem a gastar menos nestas varejistas.
Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano. Quanto maior ficam os juros, maior fica a taxa de crédito e financiamento no mercado. Consequentemente, o consumo destas empresas é afetado.
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Desde março do ano passado, o Banco Central vem aumentando a taxa de juros. Apesar disso, a autoridade monetária sinalizou que pode frear o ciclo de reajustes em breve. Essa indicação trouxe uma perspectiva melhor para as empresas de varejo listadas na bolsa de valores.
O que esperar das ações do Magalu e Via?
Caso a inflação siga caindo, assim como as commodities, são maiores as possibilidades de os bancos centrais pelo mundo encerrarem — de modo mais rápido — as elevações dos juros.
Além disso, estes apontamentos também criam um fluxo de entrada de capital das empresas favorecidas pela economia controlada e mais aquecida. Com isso, as varejistas poderiam ser impulsionadas.
Apesar disso, especialistas consultados pelo InfoMoney possuem dúvidas relativas à consolidação deste panorama. Isso também é refletido na movimentação diária. Desse modo, ainda existe um cenário ainda incerto para O Magazine Luíza e Via.
No balanço do segundo trimestre, as empresas tiveram melhoras nos resultados operacionais. Contudo, seus desempenhos muito afetados por questões econômicas. Estes fatores precisam ser observados atentamente por quem realiza investimentos no setor de varejo.
O setor segue causando divergências nas análises do mercado. De acordo com a Refinitiv, para o Magalu, nove casas estão com recomendação de compra das ações na bolsa de valores. Outras seis possuem visão neutra.
No caso da Via, há doze recomendações neutras. Existem três casas com indicação de venda dos papéis desta varejista.