Poupança já teve mais de R$ 50 bilhões resgatados em 2022; confira quanto ela está rendendo

Diante da crise e da alta da inflação, a caderneta de poupança está cada vez mais “vazia”. Apenas no primeiro semestre deste ano, já foram retirados pelos investidores R$50,489 bilhões da aplicação mais popular do Brasil. O montante é 40% superior a tudo que foi sacado no ano passado, um débito de R$35,469 bilhões, segundo o Banco Central.

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No mês passado, os saques da poupança totalizaram R$312,369, ante R$308,613 bilhões de depósitos. Com isso, o saldo da modalidade ficou vermelho em R$3,775 bilhões em junho.

O único mês deste ano em que os depósitos superaram os saques foi maio, com uma captação líquida de R$3,514 bilhões. Mesmo com esta entrada positiva, o mês de maio teve o volume de saque mais alto da série histórica que começou em janeiro de 1995, de acordo com o Valor Pro.

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Mesmo com isso, a poupança segue com um estoque elevado, com R$1,013 trilhão, um aumento de R$2 bilhões em comparação com que foi detectado em maio, com R$1,011 trilhão. Este acréscimo é decorrente dos rendimentos da poupança que geraram um crédito de R$ 6,308 bilhões no mês passado, por conta da alta de juros que fez a poupança render 6,17% ao ano mais a TR (Taxa Referencial). Com a taxa Selic a 13,25%, as aplicações de renda fixa trazem um retorno maior.

A poupança é uma das mais importantes fontes de recursos para o financiamento imobiliário, o crédito com as taxas mais baixas do mercado. Os saques destinos ao crédito imobiliário totalizaram R$ 3,333 bilhões.

Poupança

As cadernetas de poupança são o investimento mais tradicional do Brasil e são oferecidas a pessoas físicas e jurídicas por instituições financeiras públicas e privadas através de contas bancárias chamadas de conta poupança.

Dessa forma, os valores depositados na conta poupança são aplicados automaticamente na caderneta de poupança, tem liquidez diária e sofrem remunerações mensais de acordo com as determinações feitas pela legislação brasileira.

A modalidade de investimento mais popular do país, a poupança acaba sendo rejeitado pelos especialistas por conta do seu baixo retorno. Atualmente, a rentabilidade da modalidade está em 0,66% ao mês, de acordo com o Banco Central.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.