Ibovespa tem o pior mês desde o início da pandemia

Nesta quinta, 30, último dia do primeiro semestre do ano, o Ibovespa fechou o dia com uma queda de 1,08%. Após este resultado, o índice mais importante da Bolsa de Valores do Brasil, fechou o primeiro semestre do ano com uma queda de 5,99%, indo de 104.763 pontos no primeiro pregão do ano para os atuais 98.541 pontos.

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O benchmark da B3 ainda fechou o mês passado com recuo de 11,50%, tendo o pior mês desde março de 2020, quando sentiu os reflexos da pandemia do coronavírus em todo o país.

Ontem, o Ibovespa seguiu, em grande parte, o que se viu nos Estados Unidos, que também enfrentou uma sessão de baixas. Respectivamente, o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq passaram por baixas de 0,82%, 0,88% e 1,33%.

Neste primeiro semestre, os principais índices americanos também passaram por momentos estressantes. Um exemplo é o S&P500, que caiu 20,5%, maior percentual de queda desde 1970. Já a Nasdaq registrou uma queda de 22,4%, tendo o pior desempenho desde 2008.

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Nem mesmo a informação de que o PCE, a inflação nos Estados Unidos, teve um resultado em maio aquém do consenso (alta de 0,6% em comparação com os 0,2% esperado) conseguiu trazer um respiro para as bolsas ontem. De acordo com comentários, ao menos em partes, o número despertou preocupações porque trouxe uma aceleração da alta dos preços frente os 0,2% registrados no mês de abril.

Brasil 

Por aqui, o desemprego ficou em 9,8%, resultado mais animador que os 10,2% do consenso.

“O panorama por aqui não é tão negativo, já que o desemprego recuou, em um demonstrativo de que a economia, mesmo que de forma errática, vem se recuperando. Por outro lado, preocupam os ruídos gerados pelo grande número de medidas populistas em anúncio, o que pode representar um risco fiscal no médio prazo”, explicou o economista-chefe da Mirae ao InfoMoney.

Os responsáveis em parte pelo recuo do real frente ao dólar foram o risco fiscal juntamente com a queda das commodities: o dólar comercial fechou com alta de 0,81%, a R$ 5,234 e R$ 5,235, apesar  do DXY ter caído 0,39%. 

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No mês passado, o dólar teve uma alta de 10,13%, diante dos sinais de aperto monetário pelos bancos centrais, possibilidade de recessão e com o olhar dos investidores voltados aos riscos fiscais domésticos.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.