Onda de furtos em supermercados faz produtos como carne, cerveja, queijo e Nutella ficarem na vitrine

Nos supermercados, produtos como carne, queijo, cerveja, refrigerante, desodorante, pilhas, chocolate e a famosa Nutella estão entre grandes algos de furtos, segundo uma matéria do Yahoo Finanças. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), informou que os furtos nos estabelecimentos totalizaram R$3,2 bilhões no último ano, um crescimento de 15% ante 2020. No mesmo período, as vendas totais supermercadistas tiveram uma alta de 10%, indo para R$ 611 bilhões.

De acordo com a Abras, os produtos citados no início da matéria são os alvos mais comuns de furtos, tanto em volume quanto em valor.

“O índice de furtos indica um agravamento da questão socioeconômica e, de certa forma, está fora do nosso controle”, disse o vice-presidente da Abras, Márcio Milanao Yahoo. No mês passado, uma matéria do jornal Folha de S.Paulo mostrou o aumento dos casos de crimes fomélicos, aqueles motivados pela fome, como os furtos de alimento.

De acordo com um executivo da Abras, 54% dos furtos vem dos próprios clientes, quantidade mais do que o dobro ante aos furtos feitos funcionários, que responderam por 25%.

“Cerca de 20% dos casos são praticados por fornecedores, quando uma caixa lacrada, por exemplo, chega à loja com uma quantidade de produtos menor do que a indicada”, disse ele.

Segundo estimativas da associação, uma parcela destes furtos vão para revenda, por conta da quantidade levada das lojas.

Porém, nem todos os produtos furtados são essenciais. Um exemplo é o que acontece no Chama Supermercados, que detectou um aumento no furto de Nutella, que só parou quando a rede, que possui 15 lojas na zona leste de São Paulo,  confinou o produto.

“Trancamos os potes em uma prateleira próxima ao caixa, que só era aberta quando o cliente pedia”, explicou ao Yahoo Fábio Iwamoto, diretor do Chama Supermercados.

Ainda segundo Fábio, as carnes viraram o grande alvo dos furtos na rede em parte, realizados pelos próprios empregados. Ele disse também que produtos como desodorantes, bebidas alcoólicas e chocolates também vem sendo cada vez mais furtados.

“Nosso índice de furtos aumentou de 1,87% para 1,96% no ano passado”, disse ele. “Mudamos algumas categorias de lugar dentro da loja, para aumentar a visibilidade”, afirmou.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.