Nova regra para a solicitação de empréstimos irá afetar o seu bolso; entenda

O mercado do crédito privado fará algumas mudanças nas concessões de empréstimos a partir de 2023, podendo afetar diretamente as decisões de investimento.

A Anbima informou através de uma resolução que os títulos registrados em dívida privada de carteiras de pessoas físicas deverão ser marcados a mercado a partir do dia 2 de janeiro do ano que vem.

Em outras palavras, haverá oscilações de preços que devem ser previamente notificadas aos clientes. A medida é válida tanto para as debêntures incentivadas ou tradicionais, como CRAs, CRIs e títulos públicos obtidos perante a Selic. A nova regra poderá ser uma grande surpresa para aqueles investidores que não estão acostumados à dinâmica de preços desses ativos. 

Por outro lado, a futura política de solicitação de empréstimos e demais investidas pode ser bastante oportuna, tendo em vista que oferece mais transparência e possibilita ao investidor uma ampla tomada de decisão sobre seguir ou não nesta posição. Por hora, somente os fundos de crédito privado são obrigados a passarem por uma marcação a mercado. 

Desta forma, o investidor tem a capacidade de visualizar diariamente os rendimentos das cotas, identificando se tiveram ganhos ou perdas. Na circunstância da pessoa física, a informação disponível por hora compete apenas na marcação de curva, ou seja, o quanto o papel irá render caso seja carregado até a data de vencimento, considerando também a variação do CDI ou do IPCA.

A nova norma terá o poder de equiparar ambos os grupos, os de fundos e os distribuidores. No entendimento de um gestor de fundo de crédito que não quis ser identificado, atualmente, a pessoa física tem a falsa sensação de ganhos. “Com essa informação, vai olhar a alocação com outros olhos, e isso vai ser bom para todos”, ponderou.

De acordo com dados relacionados ao desempenho do mercado secundário, é possível fazer a análise de que o investidor tende a ter perdas no resgate de papeis na maior parte dos casos. Atualmente, as debêntures incentivadas são negociadas em conjunto, através de 96,8% do valor de face em média. 

Isso quer dizer que, se o resgate fosse realizado hoje, a perda seria em média de 4,1%. Se tratando de CRAs, o documento atinge o percentual de 2,3% e os CRIs ficam em 1,9%. 

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.