Quais os impactos da Guerra na Ucrânia no mercado de Seguros?

Em meio a pandemia do coronavírus e ao cenário econômico mundial que vem sendo afetado fortemente pela guerra entre Rússia e Ucrânia, uma dúvida que aparece é como o setor de seguros está enfrentando todos estes fatores no Brasil? Estes fatores estão impactando o setor de que forma? Será que a procura pelo serviço cresceu?

Daniel Salvador e Kamila Souza, especialistas e respectivamente CCO e superintendente da Área Técnica e de Novos Negócios da corretora Finlândia, dizem que levando em conta a pandemia que provocou uma crise sanitária e as projeções de incremento de investimentos no Brasil voltados para infraestrutura, como o 5G por exemplo, o mercado de seguros está obtendo, desde 2019, um crescimento contínuo. 

Desta forma, podemos ver que até o início do conflito em fevereiro, o mercado de seguros está reagindo bem a todos esses fatores, com crescimento da procura e evolução dos indicadores, de maneira geral, ano após ano. Com destaque para verticais como: Danos, Benefícios, Seguro Garantia, Fiança Locatícia, Cyber, Judicial e D&O. Estes são produtos que reduzem vulnerabilidades como redução da receita, lucros cessantes, pagamento de contas, entre outros.

Mas, vendo por outro prisma, a guerra na Ucrânia chegou para aumentar as incertezas do mercado. Isto pois guerras causam reflexos em cadeia. 

Por aqui, vários setores econômicos, especialmente a indústria, devem enfrentar um crescimento nos preços dos insumos, como o combustível e o aço, e de equipamentos importados. 

Junta-se a isso a inflação, que faz com que as projeções sinalizem uma vulnerabilidade mais alta dos empreendimentos – incluindo pequenas e médias empresas, as quais são tingidas mais rapidamente pelos reflexos da guerra (em aspectos como compras, carteira de clientes, perdas da receita e capital) – e cuja tendência passa a ser um foco maior na gestão desses reflexos e a diminuição em investimentos de maior risco.

Diante destas previsões, as corretoras que atuam prestando consultorias estratégicas se tornam ainda mais importantes para auxiliar na condução assertiva dos negócios, que precisa partir da reorganização das prioridades. E corretores especializados já se prepararam junto aos seus clientes corporativos, com a intenção de reavaliar e reajustar os contratos vigentes.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.