De olho nas eleições, Governo deve ampliar oferta do Casa Verde e Amarela no Nordeste

A apenas alguns meses das eleições, o Governo Federal, hoje liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, tem mudado as estratégias com objetivo de se reeleger. O foco da vez é o programa de habitação popular Casa Verde e Amarela.

De olho nas eleições, Governo deve ampliar oferta do Casa Verde e Amarela no Nordeste
De olho nas eleições, Governo deve ampliar oferta do Casa Verde e Amarela no Nordeste. (Imagem: FDR)

A mudança de foco para o Casa Verde e Amarela está associada ao fato de que o Governo Federal tenta conquistar o apoio dos moradores das regiões Norte e Nordeste. Isso porque, é justamente estas áreas que concentram o maior índice de rejeição a Bolsonaro.

Tanto no Norte quanto no Nordeste, o apoio do povo é voltado a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), exemplo disso é a popularidade do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Com o atual propósito de alavancar o programa habitacional, o governo estuda ampliar a concessão de subsídios de modo a se adequar ao orçamento das famílias de baixa renda que nele se inscrevem.

Um fator que pode auxiliar nesta ampliação são os ganhos registrados através do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com aplicações no mercado financeiro. A soma desta iniciativa é de R$ 900 milhões, verba capaz de estimular a flexibilização das condições de acesso ao programa Casa Verde e Amarela.

A preocupação quanto à ampliação dos meios de acesso ao programa habitacional está associada às mudanças no cenário macroeconômico, tendo em vista o aumento nas taxas de juros, bem como a alta da inflação. O resultado foi a queda nas contratações do Casa Verde e Amarela em 42% no mês de janeiro em comparação à média mensal apurada no mesmo período do ano passado.

Daí a proposta do Ministério do Desenvolvimento Regional quanto à ampliação do acesso ao programa de habitação popular, incluindo os fatores como os indicadores do desenvolvimento regional, bem como a renda média designada por estado em uma análise da concessão de subsídios.

Neste sentido, a pasta estima que este conjunto de tratativas tenham o poder de elevar em 11% as contratações perante a soma de 340 mil unidades no decorrer do ano. Entretanto, com a piora do cenário das contratações de financiamento imobiliário, o Governo Federal tem planejado algumas ações com o propósito de facilitar o acesso da classe média.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.