NFT’s com pessoas negras gera revolta; entenda caso

Projeto americano que comercializa NFTs (Tokens Não-Fungíveis) com pessoas negras tem gerado revolta nas redes sociais. A página se encontra fora do ar.

Intitulado MetaSlave, em tradução livre MetaEscravo, o projeto busca entusiastas de criptomoedas a darem lances em imagens de pessoas negras. Rapidamente a ação racista que faz analogia ao “leilão de escravos” repercutiu nas redes sociais causando revolta.

A coleção de criptoativos foi lançada no último dia 25 de janeiro e a ideia inicial trazia mais uma referência a um capítulo da história do qual não se pode ter orgulho, o projeto tinha a intenção de criar 1865 NFTs MetaSlaves, o número de itens faz alusão ao ano da abolição da escravatura nos Estados Unidos.

Os valores das NFTs podem variar, entretanto a maioria começa em 0,01 ETH, o equivalente a R$ 1461,61. Algumas imagens possuem valor inicial mais alto.

A primeira peça lançada foi uma imagem de George Floyd que recebeu o nome de “MetaSlave #1 ‘I CAN’T BREATHE'”, Floyd foi um homem negro brutalmente assassinado por policiais brancos em maio de 2020, em Minneapolis, Estados Unidos. A morte de George Floyd causou uma onda de protesto contra o racismo e a violência policial contra negros.

Após críticas Meta Slave passa a se chamar Meta Humans

Com as denúncias do caráter racista da iniciativa de nome Meta Slaves que pretendia lucrar com a venda de imagens de negro, o que parecia levar o leilão de escravos para o ambiente virtual, os criadores tomaram atitudes para desviar das críticas.

Com a repercussão negativa, os responsáveis pelo projeto logo trocaram a imagem do banner para uma que também possuía rostos brancos e asiáticos. Outra mudança foi a foto da conta do Twitter que agora é de uma mulher branca.

Na última terça-feira (1), a página do Twitter do projeto alterou o nome para Meta Humans, em português Meta Humanos, e passou a disponibilizar também imagens de pessoas de diferentes etnias. Ainda no Twitter foi publicado que “haverá outras coleções no futuro: branca, asiática, etc. Em outro tweet houve um pedido de desculpas “a quem se ofendeu”.

Apesar dos criadores do projeto trazerem a justificativa de que a coleção de tokens foi desenvolvida para honrar o fim da escravidão, o argumento se mostra contestável e fracol quando para isso se vendem imagens de pessoas negras com o título de escravos. 

 

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.