Iguatemi (IGTI11) tem vendas recordes; analistas apontam crescimento nas ações

A administradora de shoppings Iguatemi, viu suas ações registrarem uma leve reação aos números operacionais da empresa, revelados na última sexta, 28. Ao meio-dia, os papéis operavam em ligeira alta de 0,15%, a R$ 19,81.

Porém, no quarto trimestre de 2021, a empresa teve um recorde, atingindo R$4,7 bilhões em vendas totais, o que segundo os analistas, é um possível gatilho para as ações da Iguatemi. 

O desempenho da empresa foi superior ao registrado no período de pré-pandemia. Quando comparado com o 4º trimestre de 2019, as vendas subiram 11,8%. Considerando as vendas em lojas abertas há no mínimo um ano (vendas mesmas lojas), foi detectado um aumento de 27,5% em comparação ao quatro trimestre de 2020 e de 15% frente ao mesmo período em 2019. Os aluguéis mesmas lojas subiram 28% em relação ao período de pré-pandemia.

De acordo com a avaliação do Bradesco BBI, o Iguatemi teve números operacionais positivos, que foram impulsionados pelos fortes aluguéis mesmas lojas e uma inadimplência controlada, que caiu para 1,4% no último trimestre de 2021. Na visão dos analistas, as vacâncias pertencem relevantes, porém apresentam uma tendência positiva.

No entendimento do Bradesco, os números podem servir como um gatilho de alta para a ação de Iguatemi, considerado o desempenho mais fraco do papel em relação a suas concorrentes (IGTI subiu +9% no ano, até o fechamento da última sexta-feira, ao passo que brMalls (BRML3) e Multiplan (MULT3) subiram 14%). Por conta disso, o BBI manteve classificação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 30.

Também é esperada uma reação positiva das ações pelo Itaú BBA, oriunda do bom crescimento das vendas mesma loja, que atualmente é liderado pelo segmento de vestuário, juntamente com “custos de ocupação e inadimplência controlados”.

Na visão dos analistas, esta junção sugere que a empresa ainda possui “espaço decente para continuar eliminando descontos sem prejudicar a resistência financeira dos inquilinos”. O BBA sugere preço-alvo de R$ 21,70.

No olhar da Credit Suisse, os indicadores operacionais “fortes” de Iguatemi representam “a alta qualidade de seu portfólio e o poder de barganha sobre os varejistas”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.