Maior diamante negro do mundo é exibido em Dubai; quanto custa a jóia rara?

Na segunda-feira (17), O maior diamante negro lapidado do mundo foi colocado em exibição pública pela primeira vez em Dubai. Em seu próximo leilão, o preço da peça deve ser de US$ 5 milhões.

O diamante de carbono raro foi apelidado de “Enigma”, a especulação é que ele tenha sido formado por um impacto de meteorito há mais de 2,6 bilhões de anos, de acordo com a especialista em joias da casa de leilões Sotheby’s, Sophie Stevens.

Essa é uma das pedras mais difíceis de lapidar devido à sua resistência, já que ela é composta por inúmeros pequenos diamantes, grafite e carbono. O diamante de 555,55 quilates e 55 faces não foi mostrado por seu proprietário anônimo nos últimos 20 anos.

O seu formato foi inspirado no símbolo de poder e proteção do Oriente Médio, o Jamsa, em forma de mão, também ligado ao número cinco.

A joia foi registrada no livro Guinness como o maior diamante lapidado do mundo.

Depois de ser exibido em Dubai, o “Enigma” viajará para Los Angeles e Londres, para ser leiloado online por sete dias a partir de 3 de fevereiro.

O que a Sotheby’s chama de “maravilha cósmica” pode acabar nas mãos de um trader de bitcoin. 

No ano passado, o diamante “Key 10138” foi vendido em Hong Kong pelo equivalente a 12,3 milhões de dólares em criptomoeda.

Diamante Negro

O carbonado possui uma formação natural do diamante em agregado policristalino de elementos microscópicos medindo de 2 a 40 micra, muito porosos, de aspecto lustroso na superfície, e cuja cor varia do negro ao verde ou amarelo. Os carbonados são tão duros quanto os diamantes tradicionais e teriam sido formados de 2,6 a 3,8 bilhões de anos antes da nossa era.

Sua natureza policristalina faz com que suas propriedades mecânicas sejam muito heterogêneas. Ademais, há presença de bolhas e a ausência de plano de clivagem, já que não se trata de um único cristal de diamante, mas de milhares.

Os carbonados são encontrados em depósitos aluvionares recentes, na República Centro-Africana e no Brasil. Foram descobertos pelos brasileiros e chamados carbonados em razão de seu aspecto semelhante ao do carvão. Nos anos 1860, foram utilizados na exploração minerária para escavar rochas.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.