Aluguel mais caro: preços sobem quase 4% em 2021; confira dicas para negociar

Pontos-chave
  • Preço do aluguel fecha 2021 em alta
  • Índice FipeZap teve crescimento acumulado de 3,87% no último ano
  • Imóveis residenciais mais caros no país

O ano de 2021 fechou com alta no preço dos aluguéis residenciais. É o que mostrou o Índice FipeZap de Locação Residencial. O índice que acompanha o movimento do preço médio do aluguel residencial em 25 cidades brasileiras, fechou o mês de dezembro com uma alta mensal de 0,80%, o sexto aumento seguido. Considerando os últimos resultados, o FipeZap registrou um crescimento acumulado de 3,87% no ano.

Em comparação com a inflação ao consumidor que é medida pelo IPCA do IBGE, a variação mensal do índice foi maior (+0,73%), porém continuou abaixo da apuração mensal do IGP-M/FGV no período (+0,87%).

De forma individual, todas as cidades acompanhadas pelo índice tiveram aumentos no valor do aluguel residencial. Entre elas, se destacaram as cidades catarinenses São José (+3,48%) e Joinville (+2,49%), além de São José dos Campos (+2,13%), Barueri (+2,07%) e Santo André (+2,03%).

Os maiores aumentos nos preços do aluguel em dezembro foram registrados nas capitais: Curitiba (+1,63%), Florianópolis (+1,47%), Fortaleza (+1,25%), Recife (+1,07%) e Brasília (+0,96%).

Já os aumentos mais contidos foram detectados em Goiânia (+0,21%), Belo Horizonte (+0,39%), Salvador (+0,45%), São Paulo (+0,51%), Porto Alegre (+0,59%) e Rio de Janeiro (+0,77%).

Tirando a cidade de São Paulo, onde os valores de locação residencial caíram em média 0,92% ao ano, todas as demais cidades acompanhadas pelo índice fecharam o período com alta. Os destaques ficaram para São José, em Santa Catarina, (+26,02%), Guarulhos (+18,64%), São José dos Campos (+16,38%) e Joinville (+14,69%).

Falando apenas das capitais, as altas que se destacaram no ano foram registradas em Curitiba (+14,17%), Florianópolis (+11,59%), Recife (+11,19%), Fortaleza (+9,55%), Belo Horizonte (+7,17%).

Já as variações mais baixas do último ano foram observadas em Salvador (+4,73%), Brasília (+4,42%), Goiânia (+4,01%) e Porto Alegre (+0,27%).

Preço médio do aluguel 

O levantamento mostrou que o preço médio do aluguel do último mês de 2021 fechou em R$31,51/m². O preço médio mais alto de locação foi registrado em São Paulo (R$ 39,76/m²), seguida dos preços observados em: Recife (R$ 35,21/m²), Brasília (R$ 33,76/m²) e Rio de Janeiro (R$ 32,16/m²). 

Os menores valores de locação foram registradas em: Fortaleza (R$ 19,03/m²), Goiânia (R$ 19,57/m²), Curitiba (R$ 23,71/m²) e Porto Alegre (R$ 24,94/m²).

A razão entre o preço de locação médio e o preço médio de venda dos imóveis se trata  de uma medida de rentabilidade para o investidor que deseja comprar um imóvel com o objetivo de obter renda com aluguel. 

Este indicador também pode ser usado para avaliar a atratividade do mercado imobiliário em comparação com outras alternativas de investimentos.

O retorno médio do aluguel residencial, desde meados de 2020, tem caído de forma marginal, fechando o último mês de 2021 em 4,66% ao ano, taxa que foi superada recentemente pela rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência.

Imóveis residenciais mais caros 

No mês de dezembro de 2021, o Índice FipeZap, que acompanha a movimentação do preço médio de venda dos imóveis residenciais em 50 cidades do país, teve um crescimento de 0,48%, mostrando uma desaceleração em comparação com o mês anterior, quando o índice ficou em 0,53%.

Com isso, o índice fechou o último ano com uma alta acumulada de 5,29%, representado a maior variação desde 2014, ano em que o aumento foi de 6,70%.

As maiores altas foram registradas em: Balneário Camboriú (+2,94%), São José (+2,70%), São José dos Campos (+2,55%), Vila Velha (+2,36%), Maceió (+2,17%), Pelotas (+2,02%), Florianópolis (+1,56%), Itapema (+1,29%), Curitiba (+1,25%) e Goiânia (+1,13%).

  • Preços médios

Baseado na amostra de anúncios de imóveis residenciais para venda no mês de dezembro, o preço calculado para as 50 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap foi de R$ 7.874/m² em média.

Dentre elas, os valores médios mais altos foram detectados em São Paulo (R$ 9.708/m²), Rio de Janeiro (R$ 9.650/m²), Balneário Camboriú (R$ 9.358/m²), Itapema (R$ 8.856/m²), Brasília (R$ 8.788/m²), Florianópolis (R$ 8.582/m²) e Vitória (R$ 8.562/m²).

Já entre as cidades com o preço médio de venda mais baixo estão: Betim (R$ 3.091/m²), São José dos Pinhais (R$ 3.788/m²), Pelotas (R$ 3.914/m²/m²), São Vicente (R$ 4.047/m²), Ribeirão Preto (R$ 4.147/m²), São Leopoldo (R$ 4.171/m²) e Londrina (R$ 4.206/m²).

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.