Qual deveria ser o salário mínimo ideal para todos começarem a investir?

Pontos-chave
  • Salário mínimo ideal deveria ser de R$5.969,17
  • Pesquisa considera a cesta básica mais cara do país
  • Pesquisa considera itens de necessidade básica

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$5.969,17 em novembro de 2021. Este valor foi o mais alto da história.

Esta foi a oitava alta consecutiva no valor do salário mínimo ideal, montante superior em 5,42 vezes o piso nacional de R$1.100. Comparando com o piso em março de 2020, mês marcado pelo início da pandemia no pais, o salário mínimo já ficou 33% mais alto, seguindo a escalada de preços da economia.

O Diese utiliza como base o valor da cesta básica mais cara no mês para fazer o cálculo do salário mínimo ideal. Em novembro, a cesta mais cara foi encontrada em Florianópolis (R$ 710,53), logo após apareceu São Paulo (R$ 692,27) e Porto Alegre (R$ 685,32).

A pesquisa considera itens como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, como necessidades básicas.

Sem reajuste real

Para este ano, o piso sugerido pelo governo é de R$1.210, correspondendo a um reajuste de 10% em comparação com o atual. O aumento segue a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano, de 10%, mostrando que os trabalhadores não terão um aumento real.

Mesmo não reconhecendo a mudança na política do salário mínimo, a equipe econômica já estava reajustando o salário mínimo somente com a variação da inflação antes mesmo da pandemia, alegando que necessitava preservar o ajuste fiscal.

Geralmente, o reajuste do piso é realizado a partir do aumento do INPC acrescido da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de anos anteriores. Esta regra criada pelo governo do ex-presidente Lula, se tornou lei em 2012, no governo Dilma, porém, deixou de valer em 2019.

Dentro deste período, o salário mínimo não passou por reajuste acima da inflação em 2017 e 2018, uma vez que o cálculo considerou os anos de 2015 e 2016, respectivamente, momento em que o país estava em recessão.

A inflação corrói o poder de compra do consumidor, uma vez que o dinheiro vale cada vez menos.

Os produtos e serviços que consumimos vão ficando com preços cada vez mais elevados, sendo necessário cada vez mais dinheiro para adquirí-los.

Educação financeira é ideal 

Claro que um salário maior é o sonho de todos os trabalhadores. Porém, é preciso saber a melhor forma de utilizar nossa remuneração, seja ela do tamanho que for. A educação financeira é um quesito muito importante para aqueles que querem ficar com as contas em dia e com um dinheiro sobrando. Porém ela vai além, pois é necessário planejamento financeiro, organização e o seu futuro a curto, médio e longo prazo.

Isto quer dizer que a educação financeira é muito mais do que aprender em vídeos, livros e palestras. Ela tem relação direta com sua realidade, rotina e com todas as despesas que precisam ser pagas todos os meses. 

Opções de investimento para quem ganha pouco 

Para quem está dando os primeiros passos no mundo nos investimentos e já possui uma pequena reserva de emergência, a Poupança pode ser uma boa aposta. Mesmo que ela perca para a inflação, ela se trata de uma modalidade simples, sem imposto de renda e com liquidez.

Já no caso de pessoas que possuem mais bagagem, os investimentos mais conservadores como Tesouro Selic podem ser opções interessantes.

Dívidas devem ser quitadas primeiramente 

Caso esteja com dívidas, é primordial pensar primeiro em como quitá-las antes de começar a investir. Até porque, não existe nenhum tipo de rendimento que supere o valor que é cobrado em juros de um cartão de crédito, que podem atingir os 300% ao ano.

Desta forma, o primeiro passo e visualizar suas dívidas e tentar uma negociação. 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.