Nubank está na Bolsa de Valores! Vai valer a pena ter comprado “pedacinho” do banco?

Na quinta-feira (9), as ações do Nubank começaram a serem negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, sigla em inglês) e os BDRs, que são os recibos de ações estrangeiras, negociados na bolsa brasileira. As ações do banco digital podem ser negociadas na B3. 

Com isso, os brasileiros podem comprar e vender as ações na bolsa brasileira, sem que seja necessário abrir uma conta em uma corretora no exterior.

O banco fez uma ação diferente e começou a oferecer um BDR, que é um “pedacinho” das ações, para alguns clientes antes dele ser colocado na bolsa e o melhor, sem ter que pagar nada por isso.

Assim, o banco decidiu doar uma parcela das ações ofertadas para os clientes. Aqueles que aceitam passam a fazer parte do NuSócios, o programa de sócios da empresa.

Esses BDR representam a fração de um sexto de uma ação da fintech e o valor será confirmado no final do IPO. Porém, os clientes que aceitarem podem negociar o que adquiriu na bolsa brasileira apenas depois de um ano da sua emissão. 

Para isso, devem abrir uma conta na NuInvest, que é a corretora do Nubank, antiga Easynvest, que foi comprada pelo banco. 

De acordo com o Nubank, esses 12 meses são para os investidores irem se familiarizando com o mundo de investimentos, para que consigam tomar as melhores decisões sobre o que fazer no futuro.

Após esse período, o cliente pode decidir se quer continuar com as ações ou vender para o mercado. 

Vale a pena fazer essa compra?

Os especialistas não chegaram a um consenso sobre se vale a pena ou não comprar uma parte do Nubank, mesmo que seja de graça. Isso pois, há duas questões em jogo: a abertura de conta na corretora do banco, e a declaração de Imposto de Renda.

Atualmente, o banco possui 48 milhões de clientes e a NuInvest, 2 milhões. Oferecendo os BDRs aos clientes, o banco estimula as pessoas a abrirem conta na corretora, como aponta Danielle Lopes, sócia e analista da Nord Research.

“De fato, não existe almoço grátis. Ao trazer mais investidores, independentemente de por onde começa, a corretora tem você dentro de casa e começa a ofertar produtos e a ganhar dinheiro com isso. A sacada é genial”, afirma.

Entretanto, na avaliação dela, o risco para os clientes é receber ofertas que não necessariamente desejaria. “Há chance de você receber mais ofertas de algo que não conhece”, disse.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.