Novas restrições pelo COVID-19: como isso deve afetar a economia mundial?

A preocupação com a pandemia volta a pairar na Europa por conta do crescimento no número de casos da doença na Alemanha, Rússia, Eslováquia, Hungria, e República Checa. Recentemente, a Rússia bateu um novo recorde de novos casos e mortes. Um ponto a se pensar é que como fica a economia caso sejam necessárias novas medidas de isolamento social na Europa e no mundo.

Aumento no número de casos de Covid

A razão para este crescimento de casos ainda é incerto. Seja com for, a nova onda da doença, ao que tudo indica, atingiu fortemente os países que estão com a vacinação mais lenta.

Na Rússia, por exemplo, somente 34% da população está com o esquema vacinal completo. Junto a isso, as medidas de restrição foram flexibilizadas. Por conta disso, o país estuda um novo pacote de medidas para conter o avanço do vírus.

O presidente Vladimir Putin decretou recesso nacional de uma semana como forma de manter as pessoas dentro de casa.

Economia

De acordo com a Comissão Europeia, possíveis novas restrições para frear o contágio com o coronavírus, como o isolamento social, por exemplo, não terão “consequências económicas comparáveis” às aplicadas anteriormente na zona euro. Por outro lado, ele admite o baixo índice da vacinação em alguns países e o crescimento vertiginoso dos contágios.

“Mesmo com algumas medidas de restrição, não teremos consequências económicas comparáveis àquelas a que assistimos no último período (de outono e inverno)”, disse o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, em entrevista à Lusa e a outros meios de comunicação, em Bruxelas.

Segundo dados do ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças), 75,9% de toda a população adulta da União Europeia está totalmente vacinada.

No mundo, a volta de possíveis novas medidas de restrição afetarão diretamente o mercado de trabalho, o avanço da economia, aumento do dólar, encarecimento de produtos e serviços, combustíveis e muito mais.

“O Brasil deve crescer menos do que as expectativas e tem economistas falando até em recessão em 2022, o que pode piorar a posição do Brasil no ranking de desemprego. Estamos por exemplo muito próximos da Grécia, que vem melhorando a cada ano o seu ritmo de crescimento econômico”, disse o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.