Lira defende criação do Auxílio Brasil, mas admite que “vai ferir um pouco o teto”

Aliados de Bolsonaro saem em defesa de seu projeto social. Nessa segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se pronunciou sobre a consolidação do Auxílio Brasil. Para o parlamentar o projeto é essencial, mesmo que fure o teto de gastos da União.

A implementação do Auxílio Brasil permanece dando o que falar na imprensa nacional. Sob a ameaça de ultrapassar o teto de gastos, o governo federal trabalha para validar o novo projeto que terá uma despesa superior a R$ 55 bilhões. O presidente da Câmara se mostrou favorável a proposta.

Furo no teto de gastos

De acordo com Arthur Lira, não é momento para debater as finanças, mas sim priorizar o cuidado a população de baixa renda. Ela afirmou que o Auxílio Brasil é essencial, mesmo que viole o teto de gastos.

Precisamos criar esse programa temporário, esse programa vai ferir um pouco o teto, como feriu ano passado, com a PEC da guerra nós ultrapassamos o teto em 700 bilhões de reais. Esse ano, se a conversa fosse clara, de 30 ou 40 bilhões, isso nada impactaria as finanças de um país que tem uma arrecadação de mais de 200 bilhões”, disse Lira.

Como alternativa, ele propôs a possibilidade de elevar o teto orçamentário do governo, de modo que assim o programa não viole mais as leis fiscais.

“Não é a saída que eu desejaria, não é a saída que eu sempre defendi, mas é a saída possível por falta de apreciação do Senado do Imposto de Renda, que traz um conceito correto de se taxar dividendos de quem mais ganha no país e exonerar os impostos das empresas que geram emprego e renda no país”, disse o parlamentar ao participar da 21ª Conferência Internacional da Datagro sobre Açúcar e Etanol.

Sobre o Auxílio Brasil

O novo programa deverá substituir o Bolsa Família com um pagamento mensal de R$ 400 por segurado. Se aprovado, passará a funcionar entre novembro e dezembro, contemplando cerca de 17 milhões de brasileiro em situação de vulnerabilidade.

Para ter acesso é preciso estar registrado no Cadastro Único, sem fonte de renda declarada.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.