Após ter cartão de crédito clonado, titular consegue dinheiro de volta?

Por meio de um cartão de crédito, o cliente poderá ter acesso a diversas facilidades. Apesar disso, este serviço ainda oferece alguns riscos. Um dos possíveis problemas é a clonagem do cartão. Entenda se, após ter cartão de crédito clonado, titular consegue dinheiro de volta?

Após ter cartão de crédito clonado, titular consegue dinheiro de volta?
Após ter cartão de crédito clonado, titular consegue dinheiro de volta? (Imagem: Pexels)

A clonagem acontece quando os dados existentes em um cartão são transferidos para outro cartão. Como resultado, terceiros poderão realizar compras indevidas.
Caso o titular tenha o cartão clonado, algumas medidas devem ser tomadas, de acordo com a Serasa:

  • Solicitar o bloqueio ou cancelamento imediato do cartão;
  • Analisar e verificar as cobranças não reconhecidas;
  • Fazer um boletim de ocorrência (B.O.), para, caso cheque qualquer protesto em seu nome, tenha mais comprovantes de que não era o titular utilizando o cartão;
  • Realizar um aleta de documentos roubados, furtados ou perdidos. No site da Serasa, há o botão “Proteção de Dados”, com explicações para proteger os dados pessoais.

Após ter cartão de crédito clonado, titular consegue dinheiro de volta?

Caso seja comprovado que quantias foram tiradas da conta da vítima por meio de um cartão clonado, o banco precisará realizar a devolução.

A declaração foi feita pelo advogado especialista em Segurança da Informação pela Universidade Latino-Americana de Tecnologia e em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação pela Universidade Tecnológica do Paraná (ATFPR), Guilherme Guimarães, em entrevista ao UOL.

Em caso de demora ou não realização da devolução do dinheiro, o especialista afirma que a vítima poderá entrar em contato com o Poder Judiciário — pois, geralmente, a situação configura fortuito interno, relacionado ao ressico da atividade econômica.

Ele destaca que, assim, cabe ao banco estornar o dinheiro pago indevidamente. Além disso, Guimarães ainda indica a responsabilidade da instituição em oferecer indenização ao cliente.

Ao UOL, segundo o vice-presidente de Risco da Visa do Brasil, Edson Ortega, as entidades emissoras de cartão seguem um protocolo para lidar com a situação. Primeiramente, acontece a exclusão de transações fraudulentas da fatura e substituição do cartão.

Após isso, ocorre a investigação para verificar o que pode ter acontecido. No caso de compra pelo crédito — e a quantia já foi paga —, acontece o reembolso a partir de crédito reverso. Já no caso de débito, o valor também é creditado em confiança.

O especialista informa que essa ação acontece logo após o relato ao banco. De qualquer modo, isso não significa que, caso seja identificado posteriormente como responsabilidade do portador do cartão, não volte a ser inserida e cobrada.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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