Quer pagar suas dívidas em um empréstimo só? Entenda porque esta não é uma boa estratégia

Dívida não é tudo igual. E para cada tipo de dívida existe uma estratégia diferente para sua quitação. Sendo assim, uma das piores táticas de negociação é juntar todas as dívidas em um empréstimo só.

Juntar todas as dívidas em um empréstimo só? Saiba por que esta não é uma boa estratégia
Quer pagar suas dívidas em um empréstimo só? Entenda porque esta não é uma boa estratégia [Imagem: Quelli Moraes]
As negociações unificadas ou massificadas são comumente oferecidas pelos grandes bancos, mas essa estratégia de negociação deve ser analisada com muita cautela.

O novo contrato de empréstimo irá descaracterizar os contratos anteriores e criar uma nova dívida com um custo que pode ser muito mais alto, e exigir garantias que inexistiam anteriormente.

As dívidas podem ser bancárias ou não bancárias, com garantia ou sem garantia, ter taxas mais altas ou mais baixas, ter uma penalidade mais grave ou mais branda, trazer danos a terceiros ou exclusivamente a você, ter prejuízo apenas financeiro ou também emocionais, etc. 

Um ponto muito importante e que muitas vezes passa despercebido é a relação da garantia do contrato com a sua respectiva taxa de juros.

Perceba que quanto maior a força da garantia do crédito, menor o risco para o credor e, consequentemente, menor a taxa de juros do contrato. 

É por isso que financiamento de imóvel, financiamento de veículo, crédito consignado, crédito com garantia de bens possuem taxas menores que cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor (CDC). Tendo em vista que a única garantia desses créditos é o seu próprio nome.

O primeiro passo para começar a lidar com as suas dívidas é entender o seu cenário atual. Por isso, comece fazendo a relação de todas as dívidas que você tem. 

Você precisará listar as seguintes informações de cada um dos débitos:

  • Nome do credor.
  • Tipo de dívida.
  • O valor atualizado da dívida.
  • O valor original da dívida.
  • Quantas parcelas faltam para terminar de pagar.
  • Quantas parcelas já foram pagas.
  • Valor da parcela.
  • Taxa de juros.
  • Se tem ou não cobrança de seguro.
  • Se tem garantia e se sim, qual é.
  • Se houve ou não repactuação.
  • Se está adimplente ou inadimplente.
  • Prazo de inadimplência.
  • Se há apontamento junto aos órgãos de restrição cadastral (Serasa, SPC).
  • Qual a consequência de deixar de pagar.

Com relação às dívidas bancárias ou com financeiras, é muito importante que você tenha uma cópia dos contratos de empréstimos e financiamentos.

Também é importante solicitar ao credor o documento de evolução da dívida (DED), que é uma espécie de extrato detalhado da dívida bancária.

Depois que você conseguir relacionar as informações de cada uma das suas dívidas, priorize aquelas que possuem alguma garantia que possa vir a ser executada ou as que tiverem penalidade mais grave em caso de inadimplência. 

Também devem ser priorizadas as dívidas com agiotas ou que causem danos a pessoas físicas, como familiares e amigos. Converse com essas pessoas e busque chegar a um acordo quanto ao prazo e à forma de pagamento. 

Busque negociar suas dívidas separadamente e continue acompanhando os meus artigos aqui na coluna, toda segunda-feira e quinta-feira, para aprender ainda mais sobre como viver sem dívida e em paz com o dinheiro.   

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Karem Ochsendorf
Formada em Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações, e graduanda em Filosofia. Atualmente, trabalha como Educadora Financeira com mais de 10 anos de experiência no mercado. No FDR, possui sua própria coluna com dicas e orientações sobre como lidar com as finanças.
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