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Entenda como PIB do Brasil pode ser influenciado com lentidão na vacinação

Por Laura Alvarenga
1 de junho de 2021
Vacinação contra Covid-19: São Paulo muda regras da 'xepa'; o que muda?

Vacinação contra Covid-19: São Paulo muda regras da 'xepa'; o que muda? (Imagem: Reprodução/CNN Brasil)

O ritmo lento na vacinação contra a Covid-19 pode ser o fator principal responsável por comprometer a retomada da atividade econômica brasileira. A conclusão faz parte do Relatório de Atividade Fiscal (RAF).

Entenda como PIB do Brasil pode ser influenciado com lentidão na vacinação
Entenda como PIB do Brasil pode ser influenciado com lentidão na vacinação. (Imagem: Reprodução/CNN Brasil)

O documento indicou que a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil tem capacidade de aplicar cerca de 780 mil doses do imunizante por dia. Um apanhado demonstrou que somente 4,5% da população brasileira recebeu as duas doses de uma das vacinas disponíveis contra a doença. 

A lentidão no esquema vacinal ainda será capaz de reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em dois pontos percentuais em 2021. Neste sentido, o economista Bráulio Borges, da consultoria LCA, estimou que, se cerca de 70% da população brasileira fosse vacinada até o mês de agosto, poderia haver um crescimento de 5,5% na economia do país ainda este ano. 

Ainda que pareçam amenas, essas previsões são vistas como positivas e otimistas, elevando o índice do PIB entre a faixa de 3% a 3,5%. Do contrário, o Brasil seria prejudicado por não conseguir movimentar um montante aproximado de R$ 150 bilhões. 

Por mais que especialistas vejam o crescimento de 3% a 3,5% positivo, isso também significaria que a economia brasileira ficou estagnado durante todo 2021. Tal situação é denominada de “carrego estatístico”, que é quando a base de comparação é baixa. 

Essa mesma alta na margem de 3,5% ainda deixaria o PIB no final de 2021 com 1% a menos em comparação com o índice registrado no ano de 2019. Outro ponto afetado seria a economia per capita, a qual ficaria com um resultado negativo, na margem de 2,5% inferior a 2019. 

“Esses cálculos são um exercício simplificado que mostra como podemos ter um crescimento econômico se andarmos mais rápido com a vacinação, que hoje parece uma realidade bem distante”, afirmou o economista Bráulio Borges.

Segundo apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira teve um crescimento de 1,2% no primeiro trimestre de 2021, em comparação com os últimos três meses do ano passado.

Para a economista, Alessandra Ribeiro, o resultado do PIB no primeiro trimestre deste ano, se assemelha aos demais países pelo mundo que também sofreram com o rombo na economia devido à pandemia. 

É o caso dos Estados Unidos da América (EUA), que teve uma queda do PIB no ano passado de 3,5%, mas será recompensado por um crescimento de 6,5% em 2021. No entanto, a situação em território brasileiro é um pouco mais contida, tendo em vista as limitações do país relacionadas à falta de estímulos fiscais e monetários. 

Ela ainda reforçou que o Brasil teve uma queda no PIB de 4,1% em 2020, mas que a expectativa de crescimento se limita a 4% para 2021.

“Nós temos um crescimento um pouco mais expressivo, especialmente no terceiro e no quarto trimestre, e esse crescimento está muito relacionado à hipótese de vacinação e uma certa volta à normalidade em julho e agosto”, ponderou. 

Toda a situação econômica alegada por vários economistas foi evidenciada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O órgão acredita que a previsão do PIB para 2021 será inferior a de demais países emergentes. Como a China e a Argentina, que devem avançar para os percentuais de 8,5% e 6,1%, respectivamente. 

Enquanto isso, para 2022, a OCDE atualizou a previsão de PIB de 2,7% para 2,5% no Brasil.

“Se a vacinação acelerar e as pessoas gastarem o dinheiro que pouparam, o crescimento pode ser ainda maior”, reforçou o economista chefe da OCDE, Laurence Boone.

Entenda como PIB do Brasil pode ser influenciado com lentidão na vacinação
Entenda como PIB do Brasil pode ser influenciado com lentidão na vacinação. (Imagem: Reprodução/Valor Econômico)

Na oportunidade, a OCDE ainda alertou quanto à disparidade nos padrões de vida em diversas economias, não apenas no Brasil, que atingiram níveis bem diferentes da previsão pré-pandemia. Ao observar o cenário geral, estima-se um crescimento de 4,4% do PIB global, em contrapartida aos 4% previstos no mês de março deste ano.

O índice mencionado será capaz de promover a retomada quase que integral da atividade econômica se assemelhando a níveis anteriores à pandemia.

Por fim, a OCDE concluiu ressaltando que existem muitos pontos positivos diante do aumento da produção industrial, a recuperação do comércio a nível mundial, bem como no aumento do consumo após o isolamento social.

Laura Alvarenga

Laura Alvarenga

Laura Alvarenga é uma jornalista apaixonada pela escrita, iniciou sua trajetória ainda como estagiária no setor de redação jornalística e publicitária. Após se formar em 2018, ela aprimorou suas habilidades no Jornal Gazeta do Triângulo, onde realizou o sonho de trabalhar em um jornal impresso, e depois no Jornal Contábil, onde mergulhou no fascinante mundo do SEO, redação e produção de vídeos. Desde 2021, Laura se dedica o portal FDR, especializada nas editorias de direitos, benefícios e renda. Além disso, como co-fundadora de uma agência de marketing digital e produção audiovisual, ela harmoniza seu talento jornalístico com sua visão inovadora, criando conteúdos que cativam e informam. Sua rede social é: @lauraalvarengads

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