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PIX taxado! Saiba quais bancos cobram pela transição e qual valor em 2021

Por Silvio Suehiro
26 de maio de 2021
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Pix, TED, DOC e boletos são afetados com novas regras do Banco Central

Pix, TED, DOC e boletos são afetados com novas regras do Banco Central (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Desde novembro do ano passado, os brasileiros passaram a contar com o sistema Pix. Esta solução de pagamentos permite operações de forma mais prática e com menos custo. Apesar disso, algumas transações poderão ter custos. Descubra o valor do Pix taxado em cinco dos principais bancos do país.

PIX taxado! Saiba quais bancos cobram pela transição e qual valor em 2021
PIX taxado! Saiba quais bancos cobram pela transição e qual valor em 2021 (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O sistema Pix foi criado pelo Banco Central com objetivo de facilitar na vida do brasileiro. Esta nova solução de pagamentos permite a realização de transferências e pagamentos em qualquer momento do dia, em todos os dias do ano — inclusive feriados.

Na maioria dos casos, o Pix não possui cobrança de tarifa. Entenda em quais casos, o uso deste meio de pagamentos pode ter cobrança.

Possíveis tarifas no sistema Pix

Para as pessoas físicas, o Pix não possui cobrança na maioria dos casos. Segundo o Banco Central, este sistema pode ser gratuito para as pessoas físicas e Microempreendedores Individuais (MEIs) ao fazer o Pix por meio de um canal digital — aplicativo ou internet banking — e ao receber uma transferência por Pix.

Contudo o Pix ainda pode ser cobrado de pessoas físicas nestes casos, conforme informado pelo blog Nubank:

  • Realizar um Pix por meio de um canal de atendimento presencial (como um caixa) ou pessoal (como por telefone), quando este sistema estiver disponível em meios eletrônicos;
  • Receber um Pix como pagamento de um serviço ou produto vendido.

Já com relação às pessoas jurídicas, o Banco Central informa que estes usuários podem assumir o custo do Pix. A cobrança ou não dependerá da escolha da instituição financeira.

Sendo assim, a pessoa jurídica não possui garantia de gratuidade ao utilizar o Pix. Apesar disso, as tarifas de transferências tendem a ser mais baixas do que as presentes em outras modalidades.

Valores do Pix taxado em cinco bancos

Conforme citado, a decisão de cobrar tarifas para pessoas jurídicas dependerá da escolha da instituição financeira. No mercado financeira, alguns bancos optam por isentar este grupo de clientes da tarifa, como a Caixa, o Nubank e o Banco Inter.

No entanto, há instituições financeiras que decidiram cobrar tarifas em operações de pessoas jurídicas. Confira os valores para transferências e pagamentos no Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra, segundo informações do Tecnoblog e instituições financeiras.

Tarifas de transferência

  • Itaú — 1,45% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1,75 e máxima de R$ 9,60
  • Banco do Brasil — 0,99% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 10
  • Bradesco — 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1,65 e máxima de R$ 9
  • Santander — 1% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 10
  • Safra — 1% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1,50 e máxima de R$ 9,90

Tarifas de recebimento

  • Itaú — QR Code: 1,45% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 150
  • Banco do Brasil — QR Code: 0,99% do valor da transação, com tarifa máxima de R$ 140
  • Bradesco — 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,90 e máxima de R$ 145
  • Santander — QR Code estático ou dinâmico: R$ 6,54; QR Code via checkout: 1,4% do valor transação, com tarifa mínima de R$ 0,95
  • Safra — QR Code: 1,3% do valor da transação, com valor mínimo de R$ 1,50 e máximo de R$ 150
Apesar das taxas em alguns casos, o Pix tende a cobrar valores menores do que outras modalidades
Apesar das taxas em alguns casos, o Pix tende a cobrar valores menores do que outras modalidades (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Diferenças entre Pix e outros meios de transferência e de pagamento

Apesar das possíveis cobranças, o sistema Pix segue como uma opção mais vantajosa em relação a outras modalidades financeiras.

Qualquer pagamento ou transferências feitas em diferentes meios — como TED, cartão e boleto — poderá ser feito com o Pix, por meio do aparelho celular.

As transferências tradicionais no país são entre contas da mesma instituição ou entre instituições diferentes. No Pix, não há necessidade de saber onde a outra pessoa tem conta. A operação pode ser, por exemplo, a partir de um telefone na lista de contatos, com o uso da chave Pix.

O Pix não possui limite de horário. Os recursos são disponibilizados em poucos segundos. As transações de pagamento por boleto exigem leitura de código de barras, enquanto o Pix possibilita a leitura de QR Code. No Pix, o pagador e recebedor são notificados sobre a conclusão da transação.

As transações de pagamento por meio de cartão de débito exigem o uso de maquininhas ou similares. Já com o Pix, as transações podem ser por um celular. O Pix tende a ter um custo de aceitação menor por conta da estrutura com menos intermediários.

Silvio Suehiro

Silvio Suehiro

Silvio Suehiro é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2020, dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.

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