FDR

Bolsonaro recebe cobrança na Justiça por mudanças na Petrobras

As mudanças feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na gestão da Petrobras deverão ser explicadas na Justiça. De acordo com a Uol, Bolsonaro tem um prazo de 72 horas, contados desde segunda-feira (22), para explicar “de forma concisa e objetiva, as razões e argumentos que entender pertinentes e relevantes à discussão da causa”.

Bolsonaro precisa dar explicações na Justiça por mudanças na Petrobras
Bolsonaro recebe cobrança na Justiça por mudanças na Petrobras (Imagem: Google)

A decisão foi proferida pelo juiz federal André Prado de Vasconcelos, da 7ª Vara Federal de Minas Gerais. Ela pede explicações sobre a substituição do cargo de Roberto Castello Branco, que será ocupado por Joaquim Silva e Luna.

A determinação é fruto de um pedido de liminar movido pelos advogados Daniel Perrelli Lança e Gabriel Senra.

“Houve um desrespeito à lei das estatais, atropelando a decisão que é do conselho da empresa. Tanto no mérito quanto na forma há irregularidades nesta indicação. O general não cumpre os requisitos determinados pela lei”, disse Lança ao G1.

A depender da defesa do presidente, a posse do general no lugar do atual presidente pode ser impedida. A decisão do juiz deixa claro que “conforme amplamente divulgado pelos veículos de comunicação, a aprovação do indicado para a Presidência da Petrobras depende de deliberação do respectivo Conselho de Administração, ainda não ocorrida”.

Se tiver autorização para assumir o cargo, Silva e Luna será o primeiro militar à frente da Petrobras, desde 1989. Seu nome foi uma indicação do presidente Jair Bolsonaro, que vem criticando a atual gestão da empresa e as altas no preço dos combustíveis. Segundo o presidente, o último reajuste da Petrobras foi uma ação “fora da curva”.

Atualmente, Silva e Luna ocupa o comando da hidrelétrica de Itaipu. Ela está na função desde janeiro de 2019. Silva e Luna entraria no lugar de Castello Branco, que foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Até o momento, Guedes não se pronunciou sobre a troca.

Com a confirmação de Silva e Luna para a presidência, a Petrobras teria em sua composição três militares. O presidente do Conselho de Administração da empresa é o almirante de esquadra da reserva Eduardo Bacellar Leal Ferreira. O segundo nome é o oficial da reserva da Marinha Ruy Schneider.

Sair da versão mobile