Na disputa pela Câmara, deputados sugerem VOLTA do auxílio emergencial em 2021

Auxílio emergencial vira alvo na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Nas últimas semanas, os parlamentares passaram a reforçar suas articulações para definir o novo chefe da casa. Após lançar sua candidatura, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), afirmou ter o interesse de votar em defesa a permanência do coronavoucher.

Na disputa pela Câmara, deputados sugerem VOLTA do auxílio emergencial em 2021 (Imagem: Google)
Na disputa pela Câmara, deputados sugerem VOLTA do auxílio emergencial em 2021 (Imagem: Google)

Manter ou não o auxílio emergencial é uma questão que depende não só do presidente Jair Bolsonaro, mas também de toda a equipe de parlamentares.

Os deputados têm como uma de suas atividades avaliar a implementação de projetos em nível federal. Com a presidência da Câmara em andamento, a pauta voltou a ser debatida.

Possível novo presidente quer manter o auxílio emergencial

Com o lançamento de sua candidatura, o parlamentar Baleia Rossi (MDB-SP) informou ter o interesse de manter o auxílio emergencial ao longo de 2021.

Ele afirma que a decisão deve ser considerada assunto central na câmara, tendo em vista que deve resultar no fim da fome para milhares de brasileiros.

É importante voltarmos a debater a nossa pauta, votando reformas importantes. E voltar a debater o auxílio emergencial. A pandemia não acabou, e milhões deixarão de receber o benefício. Entendo que temos de buscar uma solução: ou aumentando o Bolsa Família ou buscando, de novo, o auxílio emergencial aos mais vulneráveis”, afirmou eu seu discurso de lançamento de campanha.

O gestor reforçou ainda que deverá atuar fortemente na fiscalização dos poderes executivos e legislativos, pontuando o interesse de priorizar a ciência na resolução do combate ao novo coronavírus.

Nós temos o dever de fiscalizar e acompanhar as ações do Executivo. Exatamente por isso, a Câmara dos Deputados não pode ser submissa. Se for submissa, não fiscaliza e não acompanha”, avaliou.

Sobre as eleições na Câmara dos Deputados

A candidatura de Rossi traz consigo cerca de 260 ao seu favor, uma vez que é coligado com o os partidos MDB, PT, PSL, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede. Para ser eleito, ele deverá ter 257 votos no dia 1 de fevereiro, data selecionada para o fim das eleições.

Sob a pluralidade de partidos ao seu lado, Rossi pontuou que tais diferenças ideológicas fazem parte do processo de consolidação da democracia nacional, considerada por ele ameaçada.

Vivemos um momento histórico, sim, e vale esse registro porque, desde a redemocratização do nosso país, nós não tínhamos um movimento de união de partidos que pensasse diferente formando uma frente ampla”, frisou.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.