FGTS: Quais as vantagens de amortizar o financiamento imobiliário com fundo de garantia?

Pontos-chave
  • Segurados do FGTS podem usar quantia para antecipar financiamentos em aberto;
  • Serviço deve ser solicitado pela Caixa sob regras específicas;
  • Vantagens e desvantagens para a adesão da proposta.

Segurados do FGTS podem usar os valores retidos em seus fundos para reduzir as cobranças de financiamentos pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação). O serviço é autorizado pela Caixa Econômica Federal (CEF), e permite até mesmo o direito de minimizar ou quitar as parcelas em aberto. Para ter acesso, no entanto, é preciso se atentar as regras. 

Sistema Financeiro de Habitação nada mais é do que os serviços de financiamento para a aquisição de imóveis. Ele é utilizado por parte significativa dos cidadãos que desejam realizar o sonho da casa própria, mas não obtém recursos o suficiente para uma quitação total. No caso daqueles com saldo no FGTS, é possível reduzir ainda mais o valor das tarifas.  

Quais as normas para utilizar o FGTS no meu financiamento? 

A utilização das quantias presentes no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é simples. Basta o cidadão ter recurso financeiro o suficiente e não ter feito uma solicitação pelo mesmo programa há menos 2 anos. 

É válido ressaltar que ele pode usar o FGTS pra pagar o SFH quantas vezes desejar, desde que haja valor em caixa e respeite o prazo informado para repetir uma nova operação.

As regras são válidas ainda em situação de financiamento conjunto, onde um casal, por exemplo, queria minimizar as parcelas.  

Nesse caso, é preciso que haja uma assinatura de ambos e a contagem de tempo ocorrerá de forma separada para o titular e coobrigado do contrato.

Sendo o titular a pessoa com o saldo do FGTS disponível, o valor das parcelas será reduzido também para o coobrigado que entra em um sistema de amortização ou liquidação.  

Como solicitar a portabilidade entre os programas 

O procedimento de transferência de saldos é feito por meio da Caixa Econômica. O cidadão pode solicitar o serviço tanto pelo aplicativo Habitação Caixa, quanto pelo site do banco ou pelos telefones 3004-1105 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-726-0505 (demais cidades) e digitar a opção 7.

No caso das chamadas de voz, o atendimento ocorre somente de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. 

A validação tem um prazo de até 24h, tempo em que a Caixa verifica o salto redito no FGTS e confirma se há uma quantia o suficiente para a quitação das parcelas. É válido ressaltar que o valor do FGTS deve ser maior que pelo menos uma das parcelas do financiamento.  

Antes de solicitar o serviço, consulte seu FGTS 

Para quem está em dúvida quanto aos valores presentes no fundo de garantia, basta fazer uma consulta pelo aplicativo do FGTS. Ao instalar o programa é só digitar o número do CPF, data de nascimento e nome dos pais.

Feito isso, você tem acesso direto a sua área individual do trabalhador e consegue monitorar todos os saldos de contas ativas e não ativas registradas em seu nome.  

Outra forma de consulta também é pelo site da Caixa. Nesse caso, basta digitar o número do CPF ou e-mail cadastrado e a senha. Se conectando, haverá as mesmas informações do app.  

É válido ressaltar que, além de antecipar os pagamentos do SFH, o FGTS pode ser utilizado também para minimizar o saldo devedor autofinanciamentos com as cooperativas habitacionais e o Sistema de Consórcio (SCONS) e em programas do governo como o Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde e Amarela. 

Vantagens da antecipação dos pagamentos  

A principal vantagem de utilizar o FGTS como meio de pagamento do financiamento é de fato a redução das parcelas, o que significa que o imóvel ficará quitado em um espaço de tempo menor.

No entanto, analistas econômicos recomendam que esse procedimento seja feito apenas por cidadãos que obtenham recurso em caixa o suficiente para suprir uma possível emergência que seria resolvida com o FGTS.  

Outra contrapartida é que para quem foi afetado pela crise econômica e está com um défice financeiro elevado, sem conseguir quitar, o FGTS é a oportunidade mais segura.

Ao utilizar a transferência de recursos o segurado não paga por tarifas de juros como nos empréstimos, tendo em vista que está tendo acesso ao seu próprio dinheiro. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.