Partidos fazem pedido para DOBRAR valor das últimas parcelas do auxílio emergencial

Deputados decretam sistema de greve mediante cortes no auxílio emergencial. Nessa terça-feira (20), o Plenário da Câmara dos Deputados ficou vazio mediante a ausência dos parlamentares que não concordaram com a redução nas mensalidades do benefício. O grupo a favor de aumentos afirmou estar adiando uma série de votações de demais pautas até que o valor seja reconsiderado.

Partidos fazem pedido para DOBRAR valor das últimas parcelas do auxílio emergencial (Antônio Cruz/Agência Brasil)
Partidos fazem pedido para DOBRAR valor das últimas parcelas do auxílio emergencial (Imagem: Antônio Cruz/Agência Brasil)

A extensão do auxílio emergencial foi aprovada no mês passado e permitirá que os segurados tenham acesso a mensalidades governamentais até o mês de dezembro.

Porém, seu valor foi reduzido de R$ 600 para R$ 300 sob a justificativa de que não há renda nos cofres públicos para custear o benefício por inteiro, fazendo com que parte dos deputados decretassem greve.

De acordo com os parlamentares, a decisão de diminuição no auxílio emergencial representa um risco social para a população brasileira. Eles alegam que é necessário reaver o valor do benefício que nesse momento deve ser visto como a principal prioridade da gestão pública.

Nova votação solicitando o aumento

Com esse clima de resistência, os parlamentares estão deixando de ir até o Plenário para votar nas demais propostas administrativas.

Até esse momento aderiram a paralisação deputados dos partidos PT, PDT, PSB, PCdoB, PSOL e Rede, solicitando que a Medida Provisória (MP) 1000/20, autorizando que o aumento do auxílio emergencial seja votada.

“Enquanto não se pautar a MP 1000, seguiremos em obstrução”, explicou a líder do PSOL, Sâmia Bomfim (Psol-SP). A deputada defendeu que, “não há nada mais importante neste momento do que corrigir esta injustiça. As famílias brasileiras não conseguem colocar comida na mesa e pagar as contas. O Orçamento de Guerra foi aprovado pela Câmara até o fim do ano.”

Vice-líder da Minoria Jandira Feghali (PCdoB-RJ), cobrou do governo uma justificativa quanto aos cortes.

Que fique claro quais são os acordos não resolvidos. Certamente não é por conta da MP 1000.” Além disso, Jandira pontuou também que há outros setores sociais sendo afetados pela atual política. “Está retirando dinheiro do SUS, da Educação, da Ciência e Tecnologia. O teto de gastos impede que o recurso vá aonde precisa.”

Questionado sobre tal cenário, o presidente da casa, Rodrigo Maia, informou que está em articulação com seus colegas de trabalho para que a agenda de votações seja retomada sem resultar em maiores danos públicos.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.