O que muda no Bolsa Família com a criação do Renda Cidadã?

Criação do novo projeto social segue sendo motivo de entrave na administração pública. Nas últimas semanas, o governo federal segue tentando fechar a pauta do Renda Cidadã. O programa deverá substituir o atual Bolsa Família, mas precisa encontrar formas de ser financiado. Entre as principais justificativas para a mudança, analistas afirmam se tratar de um jogo político.  

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O que muda no Bolsa Família com a criação do Renda Cidadã? (Imagem: Google)
O que muda no Bolsa Família com a criação do Renda Cidadã? (Imagem: Google)
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A criação do Renda Cidadã tem sido pauta desde o fim de 2019. Inicialmente, intitulado de Renda Brasil, o projeto daria continuidade ao auxílio emergencial e substituiria o atual Bolsa Família.

A finalidade entre os três títulos, teoricamente, é a mesma, funcionar como uma política pública de cunho social para beneficiar os brasileiros de baixa renda.  

Como funciona o Bolsa Família 

Porém, as expectativas entre a administração pública podem se contradizer. Atualmente o Bolsa Família paga salários mensais para pessoas que não apresentem vinculo de emprego e comprovem estar em situação de vulnerabilidade social. 

Para isso, o ministério da cidadania leva em consideração o número de pessoas por família, a presença de crianças, idade, obriga a participação dos menores nas escolas públicas e faz um monitoramento da saúde através do SUS.  

Desse modo, só pode ser contemplado pelo BF, aqueles que estiverem devidamente em dia com essa sistemática. A ideia é não só ofertar verbas mensais, mas fazer um monitoramento e acompanhamento do desenvolvimento estudantil e médico das famílias criando assim uma série de políticas públicas internas dentro da mesma pauta.  

Renda Cidadã 

Já no Renda Cidadã, o governo não explicou a nova proposta a partir da transição pelo Renda Brasil. Até o momento em que o segundo nome estava em vigor, seriam pagas mensalidades de R$ 300 por cidadão, não levando em consideração sua situação familiar. 

Dessa forma, o novo projeto deixaria de fazer o acompanhamento dos menores de idade, sendo utilizado como uma politica financeira e não de cunho social.

A proposta anunciada pelos atuais representantes almejava liberar tais recursos, permitir a inclusão no mercado de trabalho por meio da redução e suspensão dos direitos trabalhistas e garantir essa ‘inclusão’ dentro de um período de até 2 anos.  

No que diz respeito as pautas sociais, acompanhamento de crianças, políticas de alimentação, saúde e moradia, o governo ainda não publicou seus direcionamentos para esse ‘novo’ Bolsa Família. 

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.