Nesta segunda-feira (5), um decreto do poder executivo determinou que os cursos livres, como de idiomas, música, corte, costura, autoescolas e outros, podem retornar às aulas presenciais em Londrina.
Apesar disso, as aulas das instituições de ensino públicas e privadas da cidade seguem suspensas até o dia 31 de outubro por conta da pandemia do novo coronavírus.
Segundo o decreto, que foi publicado na semana passada, é obrigatório ofertar álcool em gel 70% em todas as entradas e o uso da máscara deve ser contínuo e obrigatório.
Além disso, está limitado em dez pessoas o número de estudantes em uma mesma aula, de forma que a distância mínima entre cada um deles sejam de 1,5 metros. As crianças de até 12 anos ainda estão proibidas de frequentarem as aulas presenciais.
De acordo com a proprietária de uma unidade de curso de idiomas em Londrina, Ana Claudia Leão, a escola com os alunos compensa qualquer esforço para colocar em prática as regras estabelecidas.
No planejamento, está incluso o retorno gradual, aqueles alunos que trancaram a sua matrícula serão os primeiros a retornar na primeira semana.
Já na próxima semana, o objetivo é que sejam atendido os alunos que tinham cancelado os contratos e por fim aqueles que permaneceram estudando de forma online, mas querem retornar.
“Tínhamos turmas com 16 alunos e já repaginamos todo o mapa de aulas. O presencial vai voltar gradualmente e já tenho mães ligando querendo que os filhos voltem ,mas quando vamos ver a matrícula, o aluno tem sete, oito anos e ainda não é permitido”, disse.
A empresária disse que a escola vai tomar medidas para garantir a segurança de alunos e professores.
Como por exemplo, tendo horários exclusivos na parte da manhã, os funcionários vão receber kits com máscaras, álcool em gel de bolso e luvas e um folheto com as novas regras.
Outra medida é a realização de uma pesquisa para saber se os alunos já tiveram contato com o novo coronavírus, por meio de familiares ou até se já foram contaminados.
A sócia-proprietária da Teachers Inglês & Intercâmbio, Eliana Jabour, disse que o maior desafio para o retorno das aulas é mostrar para os alunos que é seguro que eles voltem para a escola.