Renda Cidadã é adiada para depois das eleições após indecisão sobre os recursos

O governo está tendo dificuldade para encontrar uma fonte de recursos que tire do papel o novo programa de distribuição de renda, chamado de Renda Cidadã. A novidade mais recente diz que a decisão será tomada depois das eleições municipais que acontecerão em novembro.

Renda Cidadã é adiada para depois das eleições após indecisão sobre os recursos
Renda Cidadã é adiada para depois das eleições após indecisão sobre os recursos (Foto: Google)

O Renda Cidadã, deve substituir o atual Bolsa Família, que realiza o repasse de recursos. Nesta quinta-feira (1), o impasse fez com que o vice-presidente Hamilton Mourão defendesse a criação de um imposto para que os custos do programa sejam bancados. 

Isso deixaria a despesa de fora da regra que limita o avanço dos gastos públicos.

Vamos olhar uma coisa aqui de uma forma muito clara. Se você quer colocar em um programa social mais recursos do que o existente, você só tem duas direções: ou você vai cortar gastos de outras áreas e transferir esses recursos para esse programa ou, então, você vai sentar com o Congresso e propor algo diferente, uma outra manobra que seja, por exemplo, fora do teto de gastos, um imposto específico para isso e que seja aceito pela sociedade como um todo. Não tem outra solução, ou então mantém o status quo.”, disse.

Em uma apresentação realizada em uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a importância de manter um auxílio para as pessoas mais carentes, porém não comentou qual seria a possível fonte usada para financiar o programa.

“Nós sabemos que (…) acaba em dezembro o auxílio emergencial e a economia pode não ter pegado até lá. Temos 38 milhões de informais, atualmente chamam de invisíveis e nem todos vão conseguir voltar ao mercado”, disse Jair Bolsonaro.

A equipe econômica ainda acredita que a solução ideal para que o novo programa seja viabilizado é a consolidação de outros programas que não são considerados eficientes, virando um único. 

Mas essa proposta iria envolver alguns benefícios como o abono salarial. Essa proposta foi a primeira que Guedes ofereceu a Jair Bolsonaro, sobre a extinção do abono, mas foi criticada publicamente pelo presidente.

Por conta disso, muitos dos integrantes da equipe do governo acreditam que é necessário esperar e discutir a proposta em outro momento.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.