INSS: Moradores do Tocantins não conseguem atendimento e ficam sem benefícios

O INSS iria começar o atendimento presencial hoje, segunda-feira (13), porém, o prazo foi adiado para o dia 3 de agosto. No estado do Tocantins, pelo fato dos beneficiários serem idosos ou morarem distante do centro, muitos deles não conseguem fazer o contato com o INSS por telefone ou internet. 

INSS: Moradores do Tocantins não conseguem atendimento e ficam sem benefícios
INSS: Moradores do Tocantins não conseguem atendimento e ficam sem benefícios (Foto: FDR)

Na semana passada, alguns beneficiários foram até a porta da agência de Palmas com a esperança de resolver suas pendências e voltar a receber o seu benefício. 

A reabertura que está programada para o mês de agosto, será realizada de forma parcelada, com atendimento realizado por seis horas diárias e restrito para alguns serviços. 

Nesta primeira fase, de reabertura gradual, serão priorizados os serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional.

Com o retorno destes serviços a ideia é acelerar os processos, uma vez que precisam essencialmente do atendimento presencial.

Na volta, o atendimento do INSS será agendado, e as pessoas sem agendamento não serão atendidas nas agências para evitar aglomerações, conforme determinações do Ministério da Saúde. O agendamento deve ser feito pelo Meu INSS ou pela Central 135.

A maioria dos atendidos pelo órgão são idosos que estão no grupo de risco do coronavírus, por isso, os cuidados são redobrados.

Segundo informações de fontes do Instituto, a retomada será de 60% das agências e todas as cidades grandes voltarão a ter atendimento. Os funcionários que são do grupo de risco vão continuar trabalhando de forma remota em casa.

O encanador João Ribeiro, que concedeu uma entrevista ao G1, conta que tinha ido até uma das agências para fazer uma consulta para a irmã.

“Eu vim aqui hoje fazer uma consulta para uma irmã minha que mora no interior, no município de Santa Rosa, na fazenda. Ela deu entrada na aposentadoria e nunca teve resposta”, disse, mas voltou para casa sem a solução.

Já a lavradora Lidiane Costa, havia ido até a agência, mas ao ver o aviso de suspensão na porta da unidade ligou para o número indicado, conseguiu atendimento na terceira tentativa e ainda não foi possível solucionar o seu problema.

A lavradora precisa de um extrato do benefício do filho para poder receber uma casa popular.

O INSS não respondeu sobre as dificuldades dos beneficiários no atendimento telefônico, mas disse que está simplificando os procedimentos, dispensando algumas exigências e ampliando a oferta de serviços por meio de canais remotos.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.