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Antes do início da pandemia, o dólar já havia batido alguns recordes, mas no último dia 14, a moeda abriu em alta e chegou muito próximo dos R$6, algo que nunca havia acontecido. Em resumo, a valorização chegou a cerca de 47%, apenas neste ano.

Dólar não para de subir, devemos nos preocupar?
Dólar não para de subir, devemos nos preocupar? (Reprodução: Google)
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Segundo os economistas, existem três motivos que fazem com que o dólar fique tão alto: os problemas e a instabilidade política do Brasil, queda da taxa básica de juros, a falta de indícios de quando será o fim da pandemia e a situação fiscal do país depois que a economia retornar um pouco da normalidade.

Um dos fatores positivos é que alguns países, que já passaram pela pior fase da doença, estão conseguindo retomar a economia, de forma lenta, mas minimamente segura. Um exemplo disso é a China, porém nosso país não possui um cenário que demonstre ser muito próspero.

De acordo com o economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria, nossa moeda está muito desvalorizada.

“Quando fazemos modelos econométricos, chegamos à conclusão de que o real está muito desvalorizado frente ao dólar, e poderia ir para uma faixa abaixo de R$ 5. Mas como vai acontecer em um ambiente como o que temos?”, afirma.

“Com os gastos para a contenção da pandemia e queda da arrecadação, teremos um grande déficit fiscal e agravamento do endividamento”, diz. “Quando a situação se resolver, resta uma grande dúvida da capacidade política de o governo se articular com o Congresso para medidas de controle de despesas.”, completa Loyola.

Outro fator que pode influenciar nessa questão é a divida publica do país, que pode chegar a 84,9% do PIB e isso apenas com as medidas para contenção da pandemia. Segundo o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, a dívida passa R$ 700 bilhões e pode continuar aumentando se o país não conseguir reduzir a pandemia.

Com o avanço da doença, o Governo foi obrigado a aumentar suas despesas, através do pagamento de auxílios e benefícios. Os economistas ainda dizem que não será surpresa se o dólar aumentar mais 10% ou 15 % e chegar aos R$6,70.

 

 

 

 

 

 

 

 

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