Turismo prevê duro impacto econômico causado pela pandemia

Mediante a crise de saúde pública, ocasionada pela expansão do Covid-19, setor de turismo fica ameaçado no país. Desde o mês de fevereiro, com a chegada do coronavírus, marcas de hotéis e agências estão reduzindo o número de funcionários e até mesmo fechando as portas. Segundo os especialistas, o mercado está entre os mais afetados pela pandemia e precisará de recursos federais para poder se reerguer.

Turismo prevê duro impacto econômico causado pela pandemia (Imagem: Reprodução - Google)
Turismo prevê duro impacto econômico causado pela pandemia (Imagem: Reprodução – Google)

Somente no Rio de Janeiro, são mais de 80 hotéis que paralisaram suas atividades, de acordo com Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira no Rio de Janeiro (ABIH-RJ).

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Ele explicar que o setor está lutando para não demitir. No entanto, vem enfrentando dificuldades, pois não há previsão para a retomada das atividades.

“A perdurar essa pandemia e com a total falta de hóspedes, poderá haver uma demissão de até 20% desse montante [de trabalhadores]”, afirma Lopes.

Para tentar amenizar os impactos dessa crise, Lopes defende que o governo federal precisará atuar em parceria com os órgãos do setor, de modo que possa ofertar recursos e opções de negociações ao longo dos próximos meses.

MP a favor do turismo

Na última semana, mediante este cenário, o presidente Jair Bolsonaro validou uma medida que permite que as marcas de hotéis e agências não fiquem obrigados a devolver os valores de pacotes de viagens já adquiridos.

O texto do projeto afirma que as empresas terão o direito de negociar com os compradores um novo prazo, dentro de um período de 12 meses. Nesse caso, será necessário um diálogo para que possa haver datas e oportunidades que sejam compatíveis para ambos.

Se não for possível dar continuidade a compra, apenas após o período de calamidade pública é que a empresa terá que devolver os investimentos realizados.

De acordo com a MP 948, as companhias áreas também não precisam realizar a devolução imediata. As regras também são válidas para eventos, espetáculos e demais atividades que envolvem lazer.

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Professora de turismo da Universidade de São Paulo (USP), Mariana Aldrigui, afirma que o mercado deverá se readaptar mesmo após o período de crise para poder retomar os recursos perdidos.

“As consequências da pandemia no setor de turismo serão muito devastadoras, especialmente para os pequenos empresários”, diz a professora da USP.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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