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Nesta segunda-feira (22), o Banco Inter divulgou um relatório que explica os principais riscos dos Fundos Imobiliários (FIIs) em meio a coronacrise, apelido dado ao impacto que a pandemia está causando na economia por conta das paralisações de empresas e serviços. 

Coronacrise: Banco Inter divulga relatório sobre os impactos
Coronacrise: Banco Inter divulga relatório sobre os impactos (Imagem: Reprodução/Google)
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O índice que mede o comportamento de uma cesta de FIIs, o IFIX, acumula perda de 23,2% no mês de março e 28,8% em 2020, até o seu fechamento na última sexta-feira (20). O mercado de fundos imobiliários nunca viu perdas dessa magnitude desde que foi criado em 2012.

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No seu relatório, o banco informa que “De fato, a volatilidade de vários ativos nos mercados vem batendo recordes com a crescente aversão a risco por parte dos investidores e o cenário de bastante incerteza que ainda temos pela frente”.

Os que mais sofrem com isso são, por exemplo, os shoppings centers, que serão alvo de problemas financeiros, pois muitos estados estão pedindo o fechamento total ou parcial destes centros de compras.

Os analistas da instituição lembram que no mês de março os segmentos de fundos imobiliários estão apresentando significativas quedas no seu valor de mercado, mas os fundos de shoppings tiveram as maiores desvalorizações pelo receio dos fechamentos anunciados nas principais cidades do país.

A Abrasce, associação das empresas de shoppings centers, informou ao jornal o Valor Econômico que estima uma perda de R$15 bilhões em vendas mensais por conta do fechamento dos empreendimentos.

O relatório aponta ainda que a inadimplência deve crescer nesse período “O aumento da inadimplência deve de fato ser observado nos próximos meses, mas mesmo assim, a queda de receita de aluguel por poucos meses não justifica a significativa desvalorização que observamos nos ativos”, diz a instituição.

“Apesar do Copom ter reduzido a meta Selic para 3,75%, e acreditamos que esse patamar será mantido pelos próximos meses devido à ausência de risco de inflação, os juros de longo prazo tiveram forte alta no Brasil. Essa alta, tanto nas taxas pré (Tesouro Prefixados) como nos títulos NTN-Bs indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+), reflete também um cenário de aumento do risco com incerteza maior e falta de liquidez”, diz.

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O Banco Inter explica que a queda dos juros ao longo do ano passado, contribuiu para que os fundos fossem valorizados, nesse momento de reversão dos mercados, a alta teria um impacto negativo. 

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas, formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes, atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.