Investimentos: Renda fixa despenca 9% em negativa do mercado

Novos pontos estão sendo observados no mercado financeiro graças a pandemia de coronavírus que já chega ao Brasil. Com um cenário mundial de preocupações, especialistas e economistas brasileiros já destacam variações em diversas áreas. Ações como atingimento na Bolsa e circuit breakers provocam diversas discussões. E nem mesmo a renda fixa conseguiu escapar das quedas.

Renda fixa despenca 9% em negativa do mercado (Reprodução/Internet)
Renda fixa despenca 9% em negativa do mercado (Imagem: Reprodução/Internet)

Fazendo parte também deste seguimento de mudanças, nas últimas semanas a renda fixa também teve diversas alterações com rentabilidade negativa e os seus negócios sendo interrompidos. Na visão de especialistas isto significa um comportamento classificado como desfuncional.

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Na Anbina, grupo que reúne diversas instituições financeiras, foram 12 das 16 categorias de renda fixa que estão sendo classificadas como em vermelho no mês de março.

Representando aqueles fundos que estão sendo investidos em apenas títulos públicos do governo, nos quais apresentam prazos longos, eles perderam, em média, 5,5% no período.

Já nos fundos oferecidos pelos bancos, os índices também estão negativos, configurando em mais de 9% negatividade à rentabilidade no mês de março. Este é um destaque levando em consideração o fundo Juros Reais B5+, do Itaú, a aplicação é direcionada em títulos públicos atrelados à inflação com prazos elevados.

De acordo com especialistas, esta ação é observada porque a renda – apesar de ter o nome “fixo” – apresenta modificações a partir dos movimentos de mercado. Ou seja, os títulos mesmo que vendidos pelo Tesouro ou empresas são de comum flexibilidade as taxas já pré-definidas.

Ou seja, com a sua procura maior e oferta de forma positiva, a tendência é que estes papéis de mercado e investidores influenciem seus preços na hora de ofertar, podendo assim, realizar movimentações no patrimônio dos fundos nos quais detém.

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Com o coronavírus, esta ação por parte dos investidores se torna preocupante, pois não há como prever as ações futuras de movimentação provocadas pela pandemia. Por isto, a elevação dos juros é observada, mesmo indo em contraponto o corte dos juros atual realizado pelo Banco Central.

Em linhas gerais, em fevereiro, quando o contrato de juros no qual vencia em 2035, realizava-se o pagamento de 7,5%, agora, em março, com efeitos do coronavírus e incertezas no mercado, passa-se a cobrar um valor maior em porcentagem, podendo chegar a 9,9% para deter o papel.

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