Movimentações na poupança colocam a economia nacional em destaque negativo. Nessa quinta-feira (5), o Banco Central informou que foram retirados mais de R$ 3,57 bilhões da poupança, somente no mês de fevereiro. Segundo os especialistas, essa ação de retrocesso deve ser associada a instabilidade e baixa na taxa de juros, relacionada também a variação do dólar a expansão do coronavírus.

Pelo balanço do BC, pode-se comprovar que esse foi o segundo mês seguido com as maiores retiradas líquidas. Somente em janeiro, foram sacados cerca de R$ 12,356 bilhões em investimento na caderneta.
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Ainda de acordo com a instituição, ao todo já foram perdidos uma média de R$ 15,927 bilhões na poupança, tornando o valor acima dos R$ 15,253 bilhões retirados no mesmo período de 2019.
Além do atual cenário econômico, que está passando por uma fase insegura para a classe de investimentos, outro motivo que anualmente interfere nessa retirada é o período de matrícula escolar.
A maioria dos pais e responsáveis utilizam os valores reservados para quitar débitos relacionados a material e mensalidades nas instituições de ensino. Pesquisas revelam que esse movimento acontece, há pelo menos, 5 anos.
Número de aplicações na poupança
Em fase de situação regressa, as aplicações na poupança também vem registrando números históricos. Somente em janeiro, foram injetados cerca de R$ 835,614 bilhões e em fevereiro, a quantia caiu para R$ 834,428 bilhões. Quanto ao número total de rendimentos, atualmente eles somam R$ 2,384 bilhões.
Oportunidade de investimento
Com a queda dos juros básico para 4,25%, a poupança vem rendendo menos, fazendo com que os investidores procurem outras oportunidades de negócios, como os fundos de investimentos, CDB´s e Tesouro Direto.
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Mediante a essa situação, economistas reforçam que é preciso ter cuidado na hora de aplicar as quantias, de modo que não resulte em prejuízos e percas não programadas. Para esse momento, eles afirmam que uma oportunidade mais segura é a aplicação no Tesouro Direto.
O programa permite que os negociadores apliquem valores por meio de títulos públicos pela internet, banco ou corretora, sem precisar direciona-los para fundos de investimento. Nesse caso, o risco é menor, uma vez em que não sofrerá alterações de taxas.