Cálculo do salário mínimo vai ser alterado com novo método de reajuste

Mais modificações na definição do piso no país. Após três reajustes, o governo federal anunciou que está reformulando a forma de cálculo do salário mínimo. Segundo o secretário-especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, a alteração terá como objetivo evitar erros e inconstâncias na hora de definir o novo valor.

Secretário-especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues
Secretário-especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues

A ideia é que o novo cálculo do salário mínimo apresente uma outra análise ao levar em consideração a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC).

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Para isso, o ministério está pensando em alterar o período utilizado como referência para a correção, podendo ser de dezembro até novembro do ano seguinte, o que daria tempo para poder fechar o índice.

“Vamos alterar a sistemática de correção do salário mínimo. Vamos mudar sem que haja nenhuma perda para o trabalhador”, declarou o secretário.

Se a medida tivesse sido aplicada em 2019, por exemplo, o salário mínimo teria como base o período inflacionário de dezembro de 2018 a novembro de 2019.

Entretanto, a aplicação do novo piso continuaria sendo a partir do mês de janeiro. O objetivo é ter um tempo preciso e maior para poder modificar a quantia.

“[A proposta] vai ser encaminhada via projeto de lei ao Congresso Nacional até agosto. Vai ser uma política de salário mínimo. Muda a janela de doze meses. (…) Nossa política é não ter nenhuma perda de poder aquisitivo para quem ganha mínimo, ou acima do mínimo”, declarou Waldery Rodrigues a jornalistas.

Sobre o salário mínimo de 2020

Atualmente, o valor do piso está em R$ 1.039, pagos aos funcionários, pensionistas e aposentados no fim deste mês. Entretanto, a partir de fevereiro, haverá a mudança para a quantia final que será utilizada nos demais meses do ano, de R$ 1.045.

O novo valor foi anunciado por Bolsonaro na última semana, alegando que o INPC de dezembro de 2019, utilizado para o cálculo do salário, ficou acima do esperado.

É válido ressaltar que a cada R$ 1 real a mais no piso, o governo terá um custo adicional de R$ 300 milhões, uma vez em que a quantia é utilizada como base para os pagamentos do INSS, por exemplo.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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