Bolsa Família deve receber mudanças de Bolsonaro em 2020

Esse ano poderá ser de modificações no Bolsa Família. O presidente da república, Jair Bolsonaro, vem informando, por meio de entrevistas, que deseja reformular o programa. Desde a época de sua campanha eleitoral o candidato que pertencia ao PSL informa seu desejo de impulsionar os projetos sociais que já estão em funcionamento no país.

Bolsa Família deve receber mudanças de Bolsonaro em 2020
Bolsa Família deve receber mudanças de Bolsonaro em 2020

Segundo ele, há uma necessidade de melhorar a gestão, fiscalização e liberação desses benefícios de modo que os mesmos contemples aqueles que realmente encontram-se em situação de vulnerabilidade social.

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Uma das mudanças já propostas é um novo nome. Bolsonaro deseja que o programa passe a se chamar Renda Brasil. Além disso, também já foi divulgado o projeto que concederá pagamentos à mais para as famílias que tenham alunos com um bom rendimento escolar.

Funcionando em uma espécie de meritocracia, a medida beneficiará aqueles que obtiverem boas notas ao longo do ano letivo, possuam uma frequência acima de 75% e participem de atividades extras como olimpíadas esportivas e de conhecimentos.

Já em 2019, foi liberado também o pagamento do 13º salário para os beneficiários do programa. Essa foi a primeira vez em que a parcela extra foi concedida e espera-se que o valor se repita em 2020.

O pagamento deve ser realizado no mês de dezembro, junto com o auxílio mensal. O valor varia de acordo com a situação de cada família e deverá ser igual ao que foi concedido em novembro. Terá direito todos aqueles que estiverem devidamente registrados no cadastro único e receberam o benefício ao longo dos 12 meses.

Sobre o Bolsa Família

Criado desde 2003, trata-se do principal projeto social do país. Recentemente, transformou-se em uma política estadual, por meio de um projeto de lei desenvolvido pela deputada Tabata Amaral.

Atualmente, o programa contempla mais de 13 milhões de famílias. Para poder ser um beneficiado é preciso ter uma renda mensal de até R$ 89 e se registrar no Cadastro Único. Ao fornecer a documentação pessoal de cada familiar, o candidato fica sujeito a um período de aprovação do Ministério da Cidadania.

Na sequência, se seu registro for aceito, ele deve receber o cartão cidadão e ir até uma unidade de atendimento do programa para informar sobre seus dados bancários e demais registros necessários.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.