Taxa de desemprego sofre modificação, mas permanece desfavorável para o brasileiro. Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego atingiu 12,4 milhões de pessoas no trimestre de outubro, 0,2% a menos do que o período entre maio e julho.

Taxa de desemprego cai em outubro, mas ainda registra 12,4 milhões de pessoas sem emprego
Taxa de desemprego cai em outubro, mas ainda registra 12,4 milhões de pessoas sem emprego

A pesquisa revela que apesar do crescimento, os números ainda não seguem tão positivos. Segundo Adriana Beringue, analista do instituto, a taxa segue estatisticamente estável se levarmos em consideração o crescimento da menor população ocupada, ou seja, aqueles que trabalham de modo informal.

Ela pontua que esse grupo já soma mais de 94,1 milhões, representando um total de 0,5% (470 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Se comparado a 2018, o número na mesma época era de 1,4 milhões de brasileiros.

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Já o total de desempregados apresentou uma redução de 202 mil, porém comparado ao ano passado contabiliza um aumento de 58 mil, quando o Brasil contava com 12,309 milhões de trabalhadores brasileiros desempregados.

Informalidade em evidência

Considerando a atual situação econômica e trabalhista do país, inúmeros brasileiros vêm buscando por métodos informais de garantir o sustento. Tal iniciativa relevou um crescimento considerável nos dados do IBGE que apresenta uma recuperação gradual ao longo de 2019.

Bringue explica que o crescimento das demissões por parte das empresas acaba acarretando na procura por novas formas de ter uma renda. Como a descoberta do empreendedorismo, do freelancer e das atividades como autônomo.

“Isso já está consolidado. Não tem como a gente não observar esse movimento de alta da informalidade. Quando abrimos a análise, vemos que o emprego sem carteira assinada e o trabalho por conta própria são os que mais impulsionam esse movimento”, destacou.

Estatísticas do IBGE sobre o desemprego

Atualmente, o número de trabalhadores sem carteira assinada é de mais de 280 mil pessoas, resultando em um crescimento anual de 2,4%. Já quem trabalha por conta própria soma mais de 24,4 milhões de pessoas, mais de 913 em comparação ao ano passado.

Quanto à taxa de informalidade no mercado, ela ficou em 41,2%, o que quer dizer que cerca de 38,8 milhões de brasileiros estão trabalhando sem registro. Por fim, aqueles que estão trabalhando de carteira assinada representam 33,2 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, a diminuição de 0,2% na taxa de desemprego é a primeira queda desde o começo de 2019. Os dados pontuam que entre maio e julho, o índice era de 11,8%. Já no trimestre encerrado em outubro do ano passado, a taxa foi de 11,7%.

Eduarda Andrade é graduanda em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Além de redatora do FDR, atua como estagiária da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado-PE e pesquisadora UNICAP/CNPq com projetos na área de Economia Criativa, Políticas Públicas e Tecnologia da Informação e da Comunicação.