Segundo informações divulgadas pelo secretário especial de Produtividade, Competitividade e Emprego, Carlos Da Costa, o governo do país estuda investir parte do dinheiro destinado ao seguro desemprego no novo programa de qualificação profissional. Funcionaria como um ciclo, tornando os brasileiros mais capacitados, o valor pago de seguro não se estenderia, pois um novo emprego seria encontrado mais facilmente.

Seguro Desemprego dará oportunidade para qualificação profissional, segundo plano do governo
Seguro Desemprego dará oportunidade para qualificação profissional, segundo plano do governo

Outra ideia inclusa no projeto é incentivar que as empresas cuidem da capacitação profissional dos seus funcionários. O governo permitirá que estas instituições lancem títulos de mercado para financiarem esses cursos. Recebendo lastro no pagamento do governo, depois de comprovar que foi feito o treinamento para empregados.

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Segundo o secretário esse tipo de treinamento tem dado certo em países como o Reino Unido, Estados Unidos, Israel e Bélgica. E a ideia é implantar o incentivo a longo prazo no Brasil.

O Contrato de Impacto Social, que foi lançado no dia 25 de outubro, criou um sistema de vouchers que dão acesso a treinamentos promovidos pelo Sistema S. Escolas como Senai, Senac e Sesi.

As empresas comparecem até uma das entidades do Sistema S e solicitam os cursos que cabem dentro da sua área de atuação e que permitem um bom desenvolvimento da sua turma de funcionários. A escola vai liberar um voucher para que a empresa acesse o curso.

Esta etapa tem previsão para início em novembro, junto com outras medidas que serão inclusas em um plano do governo para garantir o aumento de empregos principalmente para os jovens.

O seguro desemprego é pago pela Caixa Econômica Federal a todos os trabalhadores demitidos sem justa causa que atuaram com carteira assinada por no mínimo 1 ano na primeiras solicitação.

O valor varia conforme a média de rendimento do trabalhador dos últimos três meses, e pode ser pago de três a cinco cotas, dependendo do número de pedidos que foram feitos. Empregados domésticos e pescadores em período de defeso recebem até 1 salário mínimo, igual a R$998.00.

A capacitação dos profissionais desempregados, e dos próprios funcionários atuantes dentro das empresas, resultaria no melhoramento da qualidade da mão de obra. Logo, quem está atuando não precisaria ser dispensado, e quem está procurando uma vaga conseguiria encontrar mais facilmente uma posição no mercado.