O programa Minha Casa Minha vida, passa a sofrer mudanças a partir de dezembro deste ano. Gustavo Canuto, ministro de Desenvolvimento Regional afirmou que o programa será “repaginado”, uma das principais ideias é a redução do patamar atual da faixa 1, que passaria de R$ 1,8 mil para R$ 1,2 mil ou R$ 1,4 mil, o que beneficiará pessoas de baixíssima renda.

Mudanças no Minha Casa Minha Vida serão anunciadas pelo governo em dezembro
Mudanças no Minha Casa Minha Vida serão anunciadas pelo governo em dezembro

Além da redução, segundo Gustavo, o governo pretende alocar recursos onde mais se precisa e para quem mais precisa. As mudanças ainda estão em fase de construção e eles terão um grupo específico na Casa Civil, o qual irá contar com representantes dos ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional e da Caixa Econômica Federal, para concluir o que já foi proposto.

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Atualmente, exitem 22 mil unidades já construídas que fazem parte do programa Minha Casa Minha Vida no país, e irão demandar R$ 2,1 bilhões de aportes. Segundo o ministro haverá recursos para manter as casas que já estão em construção e ainda construir novas unidades ou até mesmo reatar as obrar que estão paradas.

Na mudança do programa, terão produtos especiais para pessoas de baixíssima renda, o que equivale a até um salário mínimo por mês e para pessoas de baixa ou média renda, que recebem de dois a sete salários.

O objetivo é identificar os problemas e investir em cada um deles com um programa diferente, pois há necessidade de traçar estratégias específicas para cada um. Outra ressalta é que o valor do salário pode variar de acordo com a região do país, já que o poder de compra não é o mesmo em cada área.

Em suma, serão três faixas, a primeira para pessoas de baixíssima renda, que ganham até um salário, para elas o governo construirá um conjunto habitacional e será administrado pelo próprio município através de concessionárias. Os moradores que se enquadrarem nesta faixa serão assistidos com capacitações do Ministério da Cidadania, com objetivo de inserção no mercado de trabalho, e assim comprar a própria residência.

Outra faixa é destinado a pessoas de baixa renda, que ganham até dois salários, as quais terão acesso a taxas de juros reduzidas, e pagarão apenas 50% do imóvel, pois recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) cobrirão 25%, e os outros 25% serão subsidiados pelo Orçamento Geral da União (OGU).

Já beneficiários que ganham até quatro salários mínimos terão o desconto no FGTS e  taxas de juros reduzidas. As famílias com até sete salários não terão subsídios, apenas as taxas menores.