A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que modifica a contagem de desempregados no país, interferindo nas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A ideia é que sejam considerados como empregados apenas aqueles que recebem remuneração em dinheiro pelos serviços prestados, e não mais quem recebe em mercadorias, como era feito anteriormente pelo  IBGE.  

Com as novas regras, as pessoas que nos tempos atuais não são consideras desempregadas poderão ser inclusas nos resultados. O texto também indica a classificação como pessoa sem emprego aqueles que recebem algum tipo de benefício social, por exemplo, o Bolsa Família. 

Hoje, o IBGE contabiliza desocupados e ocupados, trazendo para os dias atuais a representação de 11% dos brasileiros sem nenhum tipo de ocupação, são 12,3 milhões de pessoas. O  texto prevê que nas próximas pesquisas os brasileiros sejam classificados em empregados e desempregados. Para isso, a ideia é que sejam considerados empregados aqueles que na semana de referência trabalharam por pelo menos 1 hora recebendo em moeda corrente.  

O IBGE também inclui em suas pesquisas as pessoas que atuaram por 1 hora na semana, mas não consideram necessariamente quem recebeu em dinheiro “ vivo”. Mas também a recompensa do trabalho em forma de moradia, alimentação, roupas e etc. No projeto também são excluídos como empregados os aprendizes, estagiários e traines que exercem as atividades sem pagamento em dinheiro, ou que recebem valor menor do que um salário mínimo.  

O texto ainda vai passar pelo Plenário do Senado para votação, caso seja aprovado todos os órgãos que fazem a menção das taxas de desemprego no país terão que se adaptar às medidas. Incluindo no seu método de pesquisa as novas formas de contagem.