Parte da equipe econômica do país não trabalha com a certeza de que a PEC Paralela da reforma da Previdência seja aprovada no Congresso Nacional. A proposta foi criada pelos senadores com mudanças nas políticas adotas para os direitos previdenciários, mas sem precisar alterar o texto base da PEC 6/19 que já foi votada e aprovada em primeiro turno no Plenário do Senado.  

Dentre as medidas do projeto está a extensão de regras da aposentadoria e pensão para os servidores de estados e municípios. A ideia é que governadores e prefeitos possam aderir à reforma, por meio do aval das Assembleias Legislativas. Isso faria com que fosse criada uma lei ordinária, sem a necessidade de discutir e votar uma proposta própria.  

Paulo Guedes, ministro da Economia, e os demais componentes da equipe são favoráveis a inclusão dos estados e municípios na PEC Paralela. Bem como as outras modificações previstas no texto, como voltar a fazer cobrança de contribuição previdenciárias sobre as exportações rurais. 

A criação da PEC Paralela foi uma sugestão do relator do projeto no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), para que as alterações não retrocedessem a aprovação do texto principal da reforma. Embora tenha sido aprovada em primeiro turno com número maior de votos à favor do que o necessário, a nova previdência ainda é dúvida para o segundo turno que não tem data certa para acontecer.  

Inicialmente a ideia era votar o texto até a segunda semana de outubro, e em seguida iniciar as tramitações da PEC Paralela. Mas o atraso no primeiro turno acabou desorganizando o cronograma. “Iríamos definir o calendário nesta semana, mas, como há uma possibilidade de atraso [no segundo turno da PEC] principal, não queremos contaminar, misturar as coisas”, disse a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senadora Simone Tebet (MDB-MS). 

A reforma da previdência em dez anos deve trazer ao país uma economia de R$800 bilhões, a medida paralela no mesmo período tem expectativa de poupar R$100 bilhões dos cofres públicos. Para ser aprovada e sancionada, a PEC Paralela precisa ser votada e receber votos favoráveis entre os senadores e deputados.