Depois de informações divulgadas pela Folha de São Paulo e O Globo, sobre a criação de fila de espera para inclusão no Bolsa Família, foi a vez da Gazeta do Povo trazer uma matéria sobre a crise orçamentária que o governo vive. Para o ano de 2019 foram disponibilizados R$30 bilhões para os pagamentos do programa, mas até setembro já foram gastos R$23,5 bilhões de acordo com dados do Visualizador de Dados Sociais (VIS DATA).

Os portais falam sobre a necessidade do governo criar manobras para conseguir manter o cronograma de depósitos, zerar a fila de espera para participação de outras famílias, e liberar o 13° salário que foi prometido pela equipe econômica do governo no início deste ano, quando completaram 100 dias de mandato.

Ainda está disponível para utilização no programa R$6,5 bilhões para o pagamento do último trimestre, bancando R$2,1 bilhões por mês, 16% abaixo do que estava sendo gasto nos meses anteriores, em torno de R$2,5 bilhões para atendimento de 13 milhões de famílias brasileiras que recebem em média R$189,20.

Para se ter uma ideia da crise que o programa vem vivendo, em 2019, pela primeira vez, o Congresso precisou liberar um crédito suplementar com aprovação do governo a fim de conseguir verba necessária para os repasses. As consequências são a fila de espera, que foi admitida pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. “Chegamos a terminar a fila. Agora está voltando a fila de novo, em razão da nossa dificuldade orçamentária, mas ele [o programa] está atendendo às necessidades da grande maioria, 95%, das pessoas que estão nessa fronteira. E nós estamos trabalhando para que a fila não dure dois ou três meses. Ela já chegou a durar um ou dois anos no passado”, afirmou Terra.

Além das dúvidas sobre a consolidação do 13° salário que também rondam o funcionamento do Bolsa Família. Uma medida provisória liberando o crédito adicional deveria ser assinada nos próximos dias, mas por enquanto não houveram confirmações oficiais sobre o decreto.