O Bradesco e o Itaú Unibanco tornam a disputa por novas condições de linhas de crédito para financiamento ainda mais acirrada. Depois que a taxa Selic foi reduzida em 5,5% ao ano, as redes se posicionam com melhores condições para a compra da casa própria.

Iniciando essa semana, a partir de 1° de outubro, o Bradesco diminui a taxa mínima de 8,2% ao ano mais Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, para 7,3% ao ano. O banco informou que esse formato poderá ser contratado por quem optar pelo pagamento em parcelas de até 360 meses, o que representa 30 anos. “O cliente pode financiar até 80% do valor do imóvel e o comprometimento máximo da renda líquida sobre o valor das prestações é de 30%”, comunicou em pronunciamento divulgado pelo O Globo.

O Itaú não demorou para se posicionar e garantiu aos novos clientes juros de 7,45% ao ano mais TR, diferente da antiga taxa que começava em 8,1% ao ano. As condições vão depender do perfil socioeconômico do contratante e do seu relacionamento com o banco. A diretora do Itaú, Cristiane Magalhães, disse que esta é uma forma de estabelecer uma relação de longo prazo com os clientes, e ajudar no crescimento do setor.

As taxas de juros podem ser reduzidas ainda mais, devido as condições da taxa Selic que apresenta o menor patamar da sua história. A disputa dos bancos por trazer melhores condições para o financiamento habitacional incluiu a Caixa Econômica Federal, que inovou o seu sistema atrelando os juros ao IPCA, que mede a inflação do país. Com isto, as taxas mais baixas vão de 2,95% a 4,95% ao ano mais variação do IPCA que atualmente é de 3,22%.

O Santander reduziu suas taxas de 8,99% para 7,99% ao ano mais taxa referencial para os financiamentos em até 35 anos. Neste caso, a exigência é que o cliente tenha renda mínima de R$2,5 mil e o comprometimento do contrato é de 30% a 35% dependendo da análise do crédito.