Iniciou na tarde desta terça-feira (1°) e foi até a madrugada de hoje (2), a votação em primeiro turno da reforma da Previdência (PEC 6/19). Na ocasião, 56 senadores se mostraram a favor das novas políticas e outros 19 foram contra. O número representa mais do que o necessário para que a PEC fosse aprovada, o mínimo era de 49 parlamentares favoráveis a proposta.

A sessão terminou às 0h10 quando os senadores resolveram suspender a votação dos destaques, isto é, propostas para alteração do texto, e reagendaram para uma assembléia extraordinária na manhã desta quarta-feira (2) a partir das 11 horas. A votação é finalizada apenas quando todos os destaques forem lidos, discutidos e votados, no fim da sessão quatro dos dez destaques já haviam sido apresentados.

Entre eles, a emenda que modificava o valor máximo de recebimento mensal para ter direito ao abono salarial, PIS e PASEP. Os senadores mantiveram as regras atuais, em que é concedido o benefício aos trabalhadores com ganho de até 2 salários mínimos por mês (R$1.996), e não para quem tem rendimento de até R$1.364,43 como previa o texto. Como se trata de uma supressão, a mudança não retrocede o processo de aprovação da reforma e não há necessidade da PEC retornar aos deputados.

Com isso, a previsão de economia inicialmente de R$876 bilhões em dez anos, foi reduzida para R$800 bilhões, já que a alteração no abono renderia aos cofres públicos R$76 bilhões. A senadora Eliziane Gama (MA) votou contra o destaque, e defendeu que a mudança no abono salarial se trata de cunho trabalhista, e não deveria constar em uma reforma previdenciária.

A próxima etapa é a votação em segundo turno, quando também é exigido que 49 dos 81 senadores sejam favoráveis as medidas. No entanto, a previsão de seguir o calendário inicial e realizar a votação no dia 10 de outubro pode ser prorrogada. Já que alguns senadores disseram que o governo federal não cumpriu com um acordo entre as partes, e cobram explicações. Trata-se, por exemplo, da divisão de recursos de leilões e petróleo.