De acordo com o cálculo previsto pela equipe econômica do país, e os comunicados feitos durante as reuniões no Congresso sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), pela primeira vez na história do Brasil o salário mínimo vai ultrapassar 1 mil reais. Chegando em 2020 com o peso de R$1.039,00.

Vale dizer que antes de deixar o governo, o ex-presidente Michel Temer e a sua equipe, estimavam o piso de 2019 para R$1.006,00 com base no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). No entanto, Temer não assinou o decreto alterando o valor e quando assumiu o cargo, Jair Bolsonaro decidiu que era mais viável estabelecer para o ano de 2019 o mínimo de R$998,00 como havia previsto a reunião de LDO em julho de 2018.

Agora chegou a vez de caminhar rumo ao acréscimo histórico para o país. Na definição deste valor a equipe econômica não incluiu no cálculo o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás, como era de costume. Sem sair das regras da Constituição Federal, o ajuste no salário receberá apenas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O governo chegou a cogitar a ideia de congelamento do salário, mantendo os R$998,00 durante o chamado aperto fiscal, mas logo voltou atrás. Para que fosse permitida esse bloqueio, a Constituição teria que ser alterada já que prevê acréscimo anual no piso do país.

O salário é utilizado como base para uma série de benefícios e programas sociais, por exemplo, no pagamento do seguro desemprego, abono salarial e seguros do INSS. Além de ajudar da menção quantitativa das famílias que vivem em situação de baixa renda, com ganho de até dois salários mensais.

Até o fim de 2019 o presidente deve assinar um decreto com a definição real do peso do salário, iniciando sua vigência a partir do dia 1° de janeiro de 2020. Para isso, o INPC também será medido nessa época para que seja aplicado na correção.