Entre as mudanças previstas com a aprovação em 1° turno da reforma da Previdência (PEC 6/19) no Senado, estão as regra de transição para os trabalhadores já ativos no mercado e aqueles que estão próximos do pedido de aposentadoria. Para esses casos foram criadas pelo menos 5 novas regras, dependendo do perfil de contribuição do trabalhador.

A primeira regra é progressiva, aumentando a idade mínima a cada novo ano. Quando entrar em vigor, a reforma começa com o mínimo de 56 anos para as mulheres e 61 para os homens. A cada ano as idades sobem meio ponto, o limite é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

A segunda funciona com o sistema de pontos, válido também para as regras atuais. Soma-se a idade e o tempo de contribuição, inicialmente o resultado das mulheres deve ser de 86 pontos e dos homens 96 pontos. A cada ano a soma é acrescida em 1 ponto, até chegar no máximo de 100 pontos para as mulheres e 105 pontos para os homens.

Os trabalhadores que estão há pelo menos dois anos da aposentadoria podem contar com o pedágio de 50%, isto é, deverão contribuir por mais meio período do que resta para solicitar a contribuição. Por exemplo, falta 1 ano para cumprir com o mínimo necessário para aposentadoria, com a reforma o trabalhador precisará atuar por 1 ano e 6 meses para então solicitar o benefício.

A próxima regra também é parecida com esse sistema de pedágio, a diferença é que o trabalhador precisará contribuir com mais 100%. Neste mesmo exemplo de 1 ano para cumprir com o tempo de contribuição, o funcionário precisará atuar por 2 anos. Esta é uma proposta válida apenas para mulheres que atingirem 57 anos e homens com 60 anos.

Por fim, a última regra é voltada para as mulheres, em que o mínimo de idade passará dos 60 anos para 62 e os homens trabalharão até os 65 anos. Vale dizer que o trabalhador poderá escolher o sistema que achar mais vantajoso, mas precisa comprovar em todos os casos, o mínimo de 30 anos de contribuição para mulheres e 35 anos para os homens.