Começou na tarde desta terça-feira (1°) a votação em primeiro turno da reforma da Previdência (PEC 6/19). Inicialmente o texto do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE) passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, e foi aprovado por 17 votos com a rejeição de todas as emendas que alterassem a base da reforma. Em seguida, foi encaminhado ao Plenário para início das discussões.

O calendário foi prorrogado em uma semana, a data prevista para iniciar o primeiro turno era em 24 de setembro. Mas, devido a uma reunião do Congresso Nacional o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), alterou o início das discussões. Ainda assim, o presidente garantiu que o cronograma definido no início das tramitações será mantido, e o segundo turno acontecerá até o dia 10 deste mês.

Para aprovação, pelo menos 49 dos 81 senadores devem se mostrar à favor das propostas. E não podem alterar o texto base, caso o façam, a reforma retorna para Câmara dos Deputados para nova votação. Dificilmente esse processo vai retroceder, e a expectativa é que até o fim de outubro a PEC 6/19 seja inserida como uma emenda na Constituição.

Entre os pontos de alteração na legislação atual, estão as mudanças nas regras para aposentadoria, pensões e contribuições feitas para o INSS. A equipe econômica do governo acredita que no período de 10 anos a reforma poupe nos cofres públicos pelo menos R$876,7 bilhões.