O ministro da Cidadania, Osmar Terra, informou aos integrantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO) durante reunião realizada no Congresso, que voltaram a surgir filas para cadastros no Bolsa Família. As filas se formam quando o prazo para concessão do benefício ultrapassa 45 dias.

Desde 2017 o período era cumprido corretamente resultando na continuidade do cadastro dos beneficiados. Devido a falta de amplitude no orçamento o limite de atendimentos precisou ser reduzido. Para conseguir uma fonte de recursos é preciso criar uma manobra conta o congelamento de R$24 bilhões que foram bloqueados para os ministérios.

Em 2019 o orçamento dedicado ao programa Bolsa Família foi de R$29,4 bilhões, até setembro foram utilizados pelo menos R$22,7 bilhões. A transferência de renda tem beneficiado pelo menos 13,5 milhões de famílias que vivem em situação de pobreza e extrema pobreza, recebendo em média R$189,21 .

Para 2020 a reserva é de R$30 bilhões, sem incluir neste orçamento o 13° salário que foi prometido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a comemoração de 100 dias de governo feita em abril. Para que haja a liberação deste recurso é preciso ainda que o presidente assine uma medida provisória antes do fim deste ano.

Nos recursos também não foram acrescidos reajustes no valor que é pago atualmente, de R$89 fixos por família mais adicionais dependendo da composição do núcleo familiar. O cadastro no programa é feito por meio da inscrição no Cadastro Único, em pontos de atendimento da Assistência Social do município. E a concessão depende da análise de dados das famílias, e do número de contemplados na região.