Depois de adiar a votação de primeiro turno da reforma da Previdência (PEC 6/19), devido a uma sessão do Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) garantiu que a proposta será votada nesta terça-feira, 1° de outubro. Seguindo o calendário em que foi planejado o segundo turno até o dia 10 do mesmo mês.

Para ser aprovada a reforma precisa que 49 dos 81 senadores estejam á favor das medidas. O texto base que veio da Câmara dos Deputados foi mantido, a fim de não retroceder o processo de aprovação. Segundo afirmou a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) até o fim de outubro o Brasil terá a reforma aprovada.

Antes de iniciar o primeiro turno de votação, a CCJ ainda vai discutir e votar a PEC Paralela. Uma proposta com 77 emendas e que tem como relatador o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), onde foram inclusas modificações na Previdência, sem alterar o texto base. Entre as mudanças previstas com essa medida paralela está a definição do público beneficiado pelo abono salarial (PIS/PASEP). Na regra atual têm direito ao benefício os trabalhadores com rendimento mensal igual a 2 salário mínimos, o que equivale a R$1.996,00, a nova proposta prevê que o benefício seja pago para aqueles que tenham renda igual ou inferior a R$1.364,43.

A PEC Paralela deve ser votada no início do dia, enquanto a reforma inicia as discussões no período da tarde. Embora tenha se pronunciado sobre o adiamento da data inicial como sendo um erro, a senadora Simone Tebet também garantiu que o calendário será mantido.