Foi descoberto pelo Polícia Federal uma fraude envolvendo o seguro desemprego pago aos pescadores artesanais em período de defeso, situação em que fica proibida a pesca para preservação da espécie. A operação chegou à terceira fase com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva feitos nas cidades de Almeirim e Monte Dourado, no Pará, e em Laranjal do Jari, no Amapá.

Embora os mandatos tenham sido para as regiões norte do país, tudo começou com o pedido expedido pela Justiça Federal de Caxias do Sul, localizada na Serra do Rio Grande do Sul. Sendo investigados os crimes de organização criminosa, corrupção ativa e estelionato qualificado.

São acusados de compor a quadrilha servidores públicos das localidades citadas, que tendo acesso ao sistema de concessão do benefício incluam dados de pessoas sem o direito de receber o recurso. Apenas com o intuito de desviar o pagamento que pode chegar a um salário mínimo por trabalhador, hoje em R$998,00. A polícia acredita que os golpistas tenham conseguido pelo menos R$70 milhões com a fraude.

Desde abril de 2018 as operações foram iniciadas, quando o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), responsável pela concessão e análise do benefício, constatou 6.988 requerimentos do seguro com indícios de irregularidade. Até o momento foram nove funcionários públicos presos, e outras dez pessoas indicadas pela PF para prisão preventiva.