Durante essa semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) realizada no Congresso Nacional. As reuniões aconteceram com o intuito de definir a lei orçamentária para o próximo ano, tendo como uma das pautas o salário mínimo federal. Na ocasião, Guedes aproveitou para dizer que o piso se manterá indexado, bem como a educação básica e a saúde preventiva.

“O salário mínimo o presidente Jair Bolsonaro já falou que tem que seguir indexado. Educação básica e saúde preventiva também. Outra saúde, vamos conversar a respeito”, disse. Depois do seu pronunciamento, foi a vez do secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, falar a respeito do assunto. Afirmando que a previsão do salário para o próximo ano, calculada em R$1.039, não se trata de uma política do governo, e garante a reposição da inflação deste ano sobre o valor.

A ideia foi mostrar que novas mudanças poderão acontecer nos anos seguintes, e que esta é uma medida para contenção de gastos. A equipe chegou a falar até mesmo no congelamento do salário, mas recuou poucos dias depois, por conta dos questionamentos envolvendo a proposta. Para cada R$1 adicionado ao piso, são R$300 milhões nas despesas da União.

A Constituição Federal estabelece acréscimo no salário, para “garantir poder de compra” ao trabalhador. Por isso, o reajuste com base na inflação não poderia ser retirado. Hoje, o salário mínimo tem peso de R$998,00 sendo utilizado como referência para o pagamento de benefícios previdenciários de mais de 34 milhões de brasileiros.