Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tivesse garantido que o calendário da PEC 6/19 dentro da Casa seguiria corretamente as datas inicialmente agendadas, o senador adiou o início da votação de primeiro turno da reforma para a próxima semana. Inicialmente, a previsão era que a assembleia se reunisse na última terça-feira (24), mas Alcolumbre agendou para esta data uma reunião mista entre deputados e senadores para análise de vetos da presidência.

Logo, havia sido reagendada a votação para essa quarta-feira (25). No entanto, também nesta terça o presidente do Senado se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, para tratar sobre a suspensão da liminar que realizaria operações de busca e apreensão no Congresso Nacional. E disse que os sedores deverão comparecer até o Supremo para protocolar recursos contra esta decisão de busca que foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Após o encontro, Alcolumbre comunicou o novo cronograma que determinou para o dia 1 de outubro o início das votações. De acordo com o calendário inicial, o segundo turno das votações aconteceria até o dia 10 de outubro.

O senador disse que não será descumprido esse prazo, e que não vai adiar a discussão para além de duas semanas. “Nós restabelecemos esse prazo porque no acordo construído hoje, vota-se na CCJ na terça pela manhã, e na terça à noite no Plenário, em primeiro turno. Ou seja, continua o prazo estabelecido da primeira quinzena de outubro”, comunicou.

Em contra partida as mudanças, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou no mesmo dia que não concorda com o adiamento. Segundo ela, este “não é o momento de sinalizar qualquer dúvida para a sociedade”, e que embora esteja contrariada, já que não faz parte do grupo de líderes, deve apenas acatar a decisão. O relator da reforma, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), também se posicionou dizendo que foi um erro prorrogar o prazo. “O Brasil todo está esperando por isso, mas vamos obedecer as lideranças”, afirmou em entrevista para o Jornal Nacional.

Para que o texto seja aprovado no Plenário é preciso que 49 dos 81 senadores se mostrem favoráveis as medidas, nos dois turnos de votação. Durante esse período também será discutida a PEC Paralela em que foram inclusas outras mudanças para a Previdência, sem que a reforma vinda dos deputados pudesse ser afetada.